Pular para o conteúdo
Publicidade
Política

TCU aponta irregularidade de R$ 654 milhões em seguro-defeso

TCU identifica gasto irregular de R$ 654 milhões com seguro-defeso

Foto: Poder 360 (poder360.com.br)

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

COMPARTILHE:

O Tribunal de Contas da União (TCU) ordenou, na quarta-feira (14), que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revise 101.248 benefícios do seguro-defeso concedidos em 2024. A auditoria identificou indícios de irregularidades que somam R$ 654 milhões em pagamentos.

Dentre os benefícios a serem revisados, 56.827 apresentam inconsistências cadastrais relacionadas ao CPF, o que pode resultar em um impacto financeiro de cerca de R$ 401 milhões. Além disso, 44.421 benefícios apresentam indícios de descumprimento dos requisitos para a concessão, como a manutenção de vínculos formais de emprego ou a proibição de acúmulo de pagamentos. Esses casos podem totalizar um impacto potencial de aproximadamente R$ 253 milhões.

A auditoria também estimou um potencial máximo de despesas irregulares de até R$ 3,06 bilhões em 2024. Esse número foi obtido a partir da discrepância entre o número de beneficiários registrados e a estimativa de pescadores artesanais feita pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. Vale ressaltar que essa diferença não confirma que todos os pagamentos foram irregulares.

Publicidade
oaltoacre

O seguro-defeso proporciona a pescadores artesanais um pagamento de um salário mínimo mensal durante o período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies. O INSS terá um prazo de 180 dias para revisar os benefícios identificados como irregulares. Caso sejam confirmados pagamentos indevidos, o órgão deverá calcular os valores a serem devolvidos e buscar o ressarcimento.

Além disso, a auditoria revelou um crescimento significativo no número de beneficiários adultos entre 2019 e 2024, com aumentos de 205,9% no Maranhão, 71,6% no Pará e 49,9% no Amapá, enquanto a população adulta nesses estados cresceu menos de 9% no mesmo período. A participação desses estados no total de beneficiários aumentou de 54,9% para 64,5%, indicando um risco de cobertura excessiva. O relatório também destacou a possível exclusão de pescadores elegíveis em estados como São Paulo e Minas Gerais.

Por fim, o TCU observou atrasos nos pagamentos do benefício, com a primeira parcela sendo paga, em média, 96 dias após o pedido. O Ministério do Trabalho e Emprego terá um prazo de 60 dias para apresentar um plano de ação visando melhorar os controles do benefício. Já o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Trabalho terão 180 dias para aprimorar a estimativa do número de pescadores elegíveis para o seguro-defeso.

Com informações de Poder 360.

Classificação Indicativa: Livre

Gostou? Compartilhe

Política

Ver todas
Publicidade