Mercado ajusta projeção de déficit primário de 2026 para R$ 53,05 bi
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por Redação Rondônia Hoje
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O mercado financeiro revisou a projeção de déficit primário do Governo Central para 2026, elevando-a para R$ 53,05 bilhões. Essa atualização representa um aumento de R$ 0,78 bilhão, ou 1,49%, em relação à estimativa anterior de R$ 52,27 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (15 de outubro de 2026).
Para o ano de 2027, a mediana das expectativas indica um déficit primário de R$ 44 bilhões, uma redução em relação aos R$ 45,35 bilhões projetados anteriormente, o que representa uma diferença de R$ 9,05 bilhões em comparação a 2026.
Os dados foram coletados como parte do Prisma Fiscal, que reúne a mediana das previsões de instituições financeiras e consultorias até o quinto dia útil de outubro.

Dívida e Arrecadação
A projeção para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ao final de 2026 subiu de 83,2% para 83,4% do PIB, um aumento de 0,2 ponto percentual. Para 2027, a estimativa permanece em 87,0% do PIB, com uma diferença de 3,6 pontos percentuais entre os dois anos.
A arrecadação federal para 2026 foi ajustada para cima, com um aumento de R$ 7,92 bilhões, ou 0,25%. Em contrapartida, a receita líquida teve uma ligeira queda de R$ 1,30 bilhão, ou 0,05%, enquanto a despesa total permaneceu inalterada. O resultado nominal, que considera o pagamento de juros da dívida, é projetado como um déficit de R$ 1,120 trilhão em 2026, um aumento em relação à previsão anterior de R$ 1,116 trilhão, que representa uma alta de R$ 3,99 bilhões, ou 0,36%.
Para 2027, o déficit nominal esperado é de R$ 1,132 trilhão, superando a previsão anterior de R$ 1,119 trilhão, com um aumento de R$ 12,79 bilhões, ou 1,14%. A arrecadação federal esperada para esse ano é de R$ 3,396 trilhões, o que representa um acréscimo de R$ 9,59 bilhões, ou 0,28%, em relação à pesquisa anterior.
Inflação e PIB
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2026 se manteve em 5,10%. No entanto, a projeção para 2027 subiu de 4,28% para 4,40%, uma elevação de 0,12 ponto percentual. O deflator do PIB segue em 5,40% para 2026 e 5,00% para 2027, sem alterações.
O PIB nominal esperado para 2026 é de R$ 13,65 trilhões, uma diminuição de R$ 2,10 bilhões, ou 0,02%. Para 2027, a projeção aumentou para R$ 14,53 trilhões, o que representa um acréscimo de R$ 8,07 bilhões, ou 0,06%.
Projeções Mensais
Para o mês de outubro, a mediana do mercado prevê um superávit primário de R$ 43,38 bilhões, com a média das projeções em R$ 41,21 bilhões. A arrecadação federal para outubro está estimada em R$ 290,62 bilhões. O resultado nominal para o mês deve ser um déficit de R$ 48,28 bilhões, enquanto para novembro a mediana indica um déficit de R$ 99,96 bilhões.
No que diz respeito ao mercado de trabalho em outubro, as projeções são de uma taxa de desemprego de 5,20% e uma população ocupada de 103,73 milhões de pessoas. A mediana do INPC mensal prevista para dezembro é de 0,52%.
Com informações de Poder 360.







