ONU questiona Meta sobre restrições em eleições no Brasil
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por Redação Rondônia Hoje
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Especialistas independentes da ONU solicitaram, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (21), que a Meta analise se seus sistemas de moderação e inteligência artificial estão restringindo de maneira desproporcional um dos lados da disputa presidencial no Brasil. O pedido ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O documento, que não menciona os candidatos pelo nome, expressa preocupação com relatos de restrições à liberdade de expressão em plataformas da Meta. A campanha de Lula acusou a empresa de interferir em favor de Flávio Bolsonaro, destacando que o perfil do presidente ficou impedido de impulsionar conteúdos no Instagram entre os dias 9 e 10 de outubro.
Os especialistas da ONU, incluindo os relatores Leopoldo Maldonado Gutiérrez, Margaret Satterthwaite, Gina Romero e Andrea Bolaños Vargas, enfatizaram que interrupções nas contas de campanha, diferenças de engajamento e restrições em publicações levantam questões sobre igualdade de tratamento nas plataformas digitais. Eles relataram também que monitoramentos indicam milhares de contas afetadas, incluindo as de jornalistas e defensores de direitos humanos.

O comunicado pede que a Meta aplique suas regras de forma justa e consistente, além de manter um diálogo transparente com a sociedade civil. Os especialistas alertaram para a necessidade de um devido processo em casos de restrições à expressão política, ressaltando que juízes devem ser cautelosos ao analisar pedidos relacionados.
Além disso, foi mencionada uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou à Meta a aplicação das mesmas regras para ambos os candidatos até o segundo turno, proibindo restrições desiguais. A campanha de Lula já havia levado a questão à Organização dos Estados Americanos (OEA) e busca queixas de “censura” nas redes sociais por meio de um site lançado recentemente.
Em resposta às acusações, a Meta negou ter favorecido qualquer candidato, embora tenha reconhecido falhas técnicas que impactaram a campanha de Lula. A empresa afirmou que cerca de 70% das intervenções nas contas do candidato se deram por decisões do TSE, chamando as alegações de “narrativa política”. Até o momento, a Meta não se manifestou sobre o novo pedido da ONU.
Com informações de Poder 360.







