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Zack Snyder defende seu filme e fala sobre diversidade em “300”

FASCISTA NÃO! Zack Snyder afirma que é pró-gay e que ‘300’ é “um dos filmes mais gays já feitos” na história

Foto: Cine Pop (cinepop.com.br)

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Zack Snyder, diretor conhecido por obras como “300” e “Liga da Justiça”, gerou polêmica nas redes sociais após a estreia de seu novo filme, “The Last Photograph”, no Festival Internacional de Cinema de Toronto. O longa, uma produção mais íntima em comparação a seus anteriores blockbusters, foi recebido com críticas intensas, incluindo acusações de misoginia devido à violência retratada.

Em entrevista à Variety, Snyder comentou sobre as reações negativas que surgiram imediatamente após a exibição do filme. Ele revelou ter encontrado mensagens agressivas em suas redes sociais, com comentários como “Zack Snyder é fascista” e até ameaças de morte. O cineasta explicou que ficou surpreso com a intensidade das críticas, especialmente considerando que “The Last Photograph” era uma produção menor e menos sujeita a debates acalorados em comparação a seus trabalhos anteriores.

O novo projeto de Snyder, que ele tenta realizar há cerca de 20 anos, segue a história de um ex-agente da DEA, interpretado por Stuart Martin, que busca seus sobrinhos desaparecidos em um país sul-americano após o assassinato brutal dos pais das crianças. O longa foi filmado na Colômbia em um curto período de 32 dias, e a equipe enfrentou diversos desafios, incluindo a infecção de Snyder por Covid durante as gravações.

Embora o filme tenha uma abordagem mais pessoal, Snyder enfrentou críticas relacionadas à violência, especialmente contra personagens femininas. Ele contestou a ideia de que sua obra seja misógina, afirmando que a violência no filme não faz distinção de gênero. “A justiça que é aplicada no filme é a mesma que um furacão aplica”, argumentou o diretor, ressaltando que a brutalidade é uma força indiscriminada na narrativa.

Além disso, Snyder fez uma declaração ousada sobre “300”, afirmando que considera o filme um dos mais “gays” da história do cinema. “Existem poucos filmes em que as pessoas entram como heterossexuais e saem como gays, e ‘300’ é um deles”, disse. Essa afirmação busca destacar a diversidade e a complexidade de suas obras, desafiando as percepções simplistas que cercam seu trabalho.

Apesar das reações adversas, Snyder expressou que a discussão em torno de seu filme também gerou um diálogo sobre a agressividade que os cineastas enfrentam nas redes sociais. Ele notou que, após as primeiras ondas de ataques, algumas pessoas começaram a questionar a ferocidade das críticas dirigidas a ele.

O diretor, que se tornou uma figura polarizadora ao longo de sua carreira, continua a explorar temas complexos em suas obras, mesmo diante de uma recepção crítica desafiadora. “The Last Photograph” representa não apenas um desafio criativo para Snyder, mas também um reflexo de suas experiências pessoais, especialmente após a perda de sua filha, Autumn, em 2017.

Classificação Indicativa: Livre

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