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Política

Dino menciona Fux, Kassio e Mendonça em julgamento sobre Vorcaro

Dino cita Fux, Kassio e Mendonça sobre Vorcaro: “Vamos parar onde?”

Foto: Mariana Aquino / Poder 360

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez referências a Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça durante o julgamento que discute a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, em relação ao caso Banco Master. A sessão ocorreu na terça-feira, 15 de setembro de 2026.

Dino afirmou que a maneira como o caso de Moraes for conduzido poderá levar o STF a realizar novas sessões sempre que surgirem menções a outros ministros. Ele questionou: “As mensagens do ministro Fux, as mensagens do ministro Kassio, as mensagens relativas ao ministro André. Nós vamos parar onde?”. Fux imediatamente interrompeu, negando ter trocado mensagens com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. “Mensagem comigo não tem. Não tem, não, senhor”, afirmou.

Em resposta, Dino sugeriu que outros poderiam ter mencionado Fux em suas comunicações com Vorcaro. O ministro Fux reiterou sua posição, afirmando não ter qualquer relação com o empresário: “Pode ter alguém falando de mim. Comigo, não. Nunca vi esse cidadão na minha vida, nunca tive relação com ele”. Dino disse que as referências seriam esclarecidas em momento apropriado.

Kassio Nunes Marques também negou qualquer vínculo com o Banco Master, afirmando que nunca julgou processos relacionados à instituição e que seu filho não prestou serviços ao banco. “Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”, declarou, enfatizando sua “absoluta isenção” e citando seu voto pela manutenção das prisões de Vorcaro e outros investigados.

Dino alertou que a análise separada das menções a ministros poderia levar o STF a agendar várias sessões semelhantes nas próximas semanas. “Nas próximas semanas, Vossa Excelência está condenado a marcar dezenas de sessões iguais a esta”, disse a Edson Fachin, presidente da Corte. O ministro pediu vista da questão de ordem, interrompendo o julgamento.

O caso em questão é inédito na história do STF, envolvendo investigações sobre a relação de Moraes com Vorcaro, um dos líderes de uma das maiores fraudes ao Sistema Financeiro Nacional. O relator das investigações, André Mendonça, divulgou um relatório em 1º de setembro, que apontou uma interlocução entre Moraes e Vorcaro antes da prisão deste último, em 17 de novembro de 2025.

Além disso, o relatório revelou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. A Procuradoria Geral da República já havia se manifestado, alegando que o procedimento da Polícia Federal (PF) era inválido por questões processuais, como a falta de autorização do plenário do STF para investigar um ministro.

Mendonça, por sua vez, enfrenta um pedido de investigação de Moraes por abuso de autoridade e improbidade administrativa, relacionado à sua atuação no inquérito do caso. O presidente do STF, Edson Fachin, programou o julgamento desse pedido para 23 de setembro.

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