Ex-funcionário de Kanye West pede indenização de até US$ 23 milhões
Foto: Hugo Gloss (hugogloss.uol.com.br)
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Benjamin Provo, ex-funcionário da Donda Academy, instituição criada por Kanye West, está buscando uma indenização de até US$ 23 milhões, equivalente a cerca de R$ 122 milhões. O processo, conforme documentos judiciais obtidos pelo TMZ, alega que Provo foi demitido em 2022 por se recusar a cortar seus dreads, enfrentando, assim, discriminação racial durante seu tempo na escola.
No processo, Provo, que é negro, afirma que a questão relacionada ao seu cabelo foi decisiva para sua demissão. Além disso, ele menciona que Kanye West teria retirado da Donda Academy livros escritos por importantes líderes negros, o que, segundo ele, demonstra um ambiente de trabalho hostil.
Provo também cita declarações do ex-chefe de gabinete de Kanye, Milo Yiannopoulos, que, segundo os registros, teria afirmado que a empresa não era adequada para pessoas que se ofendessem facilmente com comentários racialmente carregados. “Se alguém for muito sensível a comentários com conotação racial, essa empresa realmente não é para essa pessoa”, teria dito Yiannopoulos.
Ainda segundo o ex-funcionário, Yiannopoulos ressaltou que quem trabalha na Yeezy deve aceitar a forma provocativa como Kanye aborda questões religiosas. Essas declarações são apresentadas por Provo como evidência de um ambiente de trabalho discriminatório.
Em resposta, Kanye West contesta a alegação de vínculo empregatício, argumentando que Provo não foi seu funcionário direto, mas sim contratado por uma empresa terceirizada que recrutou funcionários para ele. A definição de responsabilidades sobre a contratação é um dos pontos centrais a serem discutidos no processo.





