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Vorcaro revela intenção de deixar presidência do Banco Master

Vorcaro diz que pretendia deixar a gestão do Banco Master

Foto: PODER360 / Poder 360

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

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Em depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, revelou que pretendia deixar o cargo e transferir a gestão para outro executivo, caso fosse realizada a reorganização societária com o Banco de Brasília (BRB). O depoimento, datado de 15 de outubro, foi tornado público e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal no dia 29 de outubro de 2026.

Segundo Vorcaro, a proposta visava a criação de um conglomerado financeiro que integraria o Banco Master e o BRB, mantendo, no entanto, operações independentes para cada instituição. O empresário mencionou estar enfrentando pressões do mercado financeiro e resistência à sua permanência na gestão, o que o levou a considerar sua saída do comando executivo antes mesmo da conclusão das negociações com o BRB. Ele afirmou: “O meu interesse naquele momento, além de criar esse conglomerado, era sair da situação de executivo, porque eu entendia que eu estava sofrendo uma pressão mercadológica por questões de mercado mesmo – que já existe há 30 anos no mercado, o cartel que opera assim. […] Mas existia também uma resistência pessoal contra mim”.

Inicialmente, Vorcaro cogitou a possibilidade de permanecer em um conselho de administração, mas acabou descartando essa opção. Ele também mencionou que o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, poderia assumir uma função executiva na nova estrutura, como a presidência de uma holding ou outros cargos de liderança nas instituições do conglomerado. A definição dessas funções dependeria do modelo societário a ser escolhido e das exigências do Banco Central para a aprovação dos administradores.

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Além disso, Vorcaro relacionou a possível mudança de gestão à discussão sobre imóveis que seriam disponibilizados a Costa em São Paulo e Brasília. Ele negou qualquer envolvimento em um esquema de pagamento de propina ou lavagem de dinheiro relacionado a apartamentos, como indicado pela investigação da PF. O empresário também negou que a oferta de moradia estivesse ligada à aprovação de operações financeiras entre os bancos, esclarecendo que sua intenção era organizar uma transição de comando e que a reorganização societária não foi concluída. “Eu não prometi imóvel para ele. Prometi moradia como parte do benefício de ser gestor do banco”, afirmou.

A defesa de Paulo Henrique Costa foi contactada para comentar as declarações de Vorcaro, mas não houve resposta até o momento da publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que uma manifestação for recebida.

Com informações de Poder 360.

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