Coligação de Lula afirma que Flávio Bolsonaro fugiu para evitar Justiça
Foto: Poder 360 (poder360.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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Os partidos que compõem a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiram uma nota na quarta-feira (28.out.2026) afirmando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira”. Flávio deixou o país para os Estados Unidos dois dias após sua derrota nas eleições presidenciais, onde obteve 48,21% dos votos, contra 51,79% de Lula.
Na mesma tarde, Flávio publicou uma carta se declarando o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil, mas posteriormente recuou, referindo-se a si como “líder do Brasil”. A nota da coligação destacou que “o Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático” e enfatizou que Flávio buscou abrigo nos Estados Unidos, próximo ao ex-presidente Donald Trump, que teria atuado para interferir nas eleições brasileiras.
Na carta, Flávio alegou, sem apresentar evidências, que houve fraude nas eleições, afirmando que ações de um ex-advogado de Lula possibilitaram uma “impossibilidade matemática” que resultou em uma virada de votos no segundo turno. Ele citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu a prorrogação da votação até as 19h, uma solicitação que, segundo Flávio, beneficiou Lula. No entanto, apenas 34.808 eleitores votaram durante esse período, e Lula venceu Flávio por uma margem de 4,4 milhões de votos.

A nota da coligação também lembrou que não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar o resultado das urnas, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi preso por tentativa de golpe de Estado. Além disso, a Polícia Federal indicou que Jair Bolsonaro estava ciente de um plano para tentar assassinar Lula, Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
A fuga de Flávio ocorreu na noite de terça-feira (27.out), quando ele, sua esposa e suas duas filhas cruzaram a fronteira com a Argentina e seguiram para os Estados Unidos, com uma breve parada no Equador. A Polícia Federal havia intimado Flávio a entregar seus passaportes no dia anterior, logo após a confirmação dos resultados das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral, que ocorreu às 21h09.
Na carta, Flávio fez diversas afirmações, como a de que não fugiu do Brasil, mas sim “saiu pelo Brasil”, e se comparou a figuras históricas em sua defesa. Ele também se posicionou como líder da oposição, afirmando que continuaria a lutar pelos direitos do povo brasileiro a partir do exterior.
A coligação de Lula reafirmou que a soberania popular foi manifestada através de um voto livre e universal e que as eleições foram consideradas as mais inclusivas da história do Brasil, tendo sido atestadas por observadores internacionais e pelo próprio presidente do TSE, indicado por Bolsonaro, como tendo transcurrido dentro da mais absoluta normalidade.
“Não é a 1ª vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas”, finalizou a nota, destacando que o Brasil não é “quintal de ninguém” e que a vontade soberana do povo brasileiro será respeitada.
#vídeo 🎥 Trump evita apoiar fala de Flávio sobre “verdadeiro presidente”
🗣️ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (@POTUS) (Partido Republicano), evitou, nesta 4ª feira (28.out.2026), apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil. Questionado por um jornalista sobre o assunto, o presidente americano disse não querer se pronunciar.
Em um discurso divulgado nas redes sociais, o candidato ao Planalto derrotado no 2º turno das eleições presidenciais no domingo (25.out.2026) afirmava, em uma 1ª versão, ser o “verdadeiro presidente eleito”. Uma hora depois, Flávio alterou o texto e se autodenominou “líder do Brasil”.
⬇️ Assista ao vídeo:
— Poder360 (@Poder360) October 28, 2026
Com informações de Poder 360.








