MPAC investiga uso irregular de agrotóxicos em 15 cidades do Acre
Foto: Rebeca Martins / ac24horas
por Redação Rondônia Hoje
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um inquérito civil para investigar o uso irregular de agrotóxicos em áreas de vegetação nativa em 15 municípios do estado. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), foi anunciada na última quinta-feira, 17.
A investigação surgiu após um levantamento que identificou aproximadamente 879,05 hectares potencialmente afetados por alertas relacionados ao uso de produtos químicos no combate a plantas invasoras. As cidades afetadas incluem Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Plácido de Castro, Acrelândia, Porto Acre, Bujari, Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, sendo que Rio Branco, Porto Acre, Brasileia e Sena Madureira apresentam as maiores áreas impactadas.
A promotora de Justiça Manuela Canuto, coordenadora-geral do Gaema, destacou que a investigação visa identificar os produtos utilizados, os responsáveis pelo uso inadequado e eventuais falhas na fiscalização. Além disso, será analisada a aplicação aérea de agrotóxicos, incluindo o uso de drones, e serão coletados dados como mapas, localização, datas, horários e condições meteorológicas.
O MPAC também solicitou informações ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Os órgãos devem fornecer dados sobre os alertas, incluindo registros, autorizações, produtos utilizados, responsáveis e medidas de fiscalização implementadas. A requisição abrange ainda informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e licenciamento, além de possíveis irregularidades em áreas protegidas.
Os dados coletados serão enviados ao Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NAT) para uma análise técnico-ambiental e geoespacial. O intuito é cruzar os alertas com os imóveis rurais registrados e determinar a incidência sobre áreas ambientalmente protegidas, além de identificar situações que necessitem de vistoria, perícia ou coleta de amostras.
Texto de Rebeca Martins, publicado originalmente em ac24horas.





