Moraes critica Fachin em sessão do STF sobre investigação de mensagens
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Durante uma sessão considerada histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes fez duras críticas à relatoria e à condução do presidente da Corte, Edson Fachin, em um caso que investiga as mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O debate gira em torno de um relatório da Polícia Federal (PF) que apresenta indícios de uma relação próxima entre os dois.
Moraes questionou diretamente Fachin sobre o que seria votado na sessão, ressaltando que não havia registro de pedidos de investigação relacionados a ele na petição apresentada. “Foi me dado cinco dias para prestar informações sobre o que consta na PET. O que consta nela? Pedido de investigação feito pela PF? Não. Pedido de investigação feito pela PGR? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Vossa Excelência vai votar o quê?”, indagou Moraes.
A sessão foi convocada para discutir o relatório da PF, que reúne mensagens e documentos utilizados para sugerir a necessidade de uma investigação. Antes de entrar na análise do conteúdo, o plenário do STF deve se manifestar sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório, argumentando que a produção do documento foi feita sem um pedido formal do Ministério Público ou da própria PF.
O clima na Corte é de tensão, com ministros trocando ofícios e debatendo o acesso às provas. Há divisões sobre como proceder: enquanto alguns acreditam que o STF poderia encerrar o caso sem discutir o mérito das mensagens, outros defendem que os elementos já conhecidos devem ser considerados para decidir se uma nova investigação é necessária.
Na segunda-feira (14), a PF informou que havia entregado cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Vorcaro aos gabinetes de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Também foi retirado o sigilo de um processo que detalha a rede de pagamentos relacionada a Vorcaro e ao Banco Master.





