Ministério do Trabalho condena boicote a trabalhadores que apoiam Lula
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por Redação Rondônia Hoje
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O Ministério do Trabalho e Emprego manifestou sua reprovação, nesta quarta-feira (28 de outubro de 2026), a uma campanha promovida por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que incentiva o boicote e a demissão de trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa ganhou força após o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25 de outubro), onde Lula foi reeleito com 51,75% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro, que obteve 48,21%.
O movimento inclui apelos para a demissão de empregados, a não contratação de novos profissionais e o boicote a pequenos empresários e autônomos que apoiam o petista. Listas com nomes de estabelecimentos e prestadores de serviço associados a eleitores do PT estão circulando em grupos do WhatsApp em diversas cidades.
Até o final da tarde de terça-feira (27 de outubro), o ministério havia registrado 530 denúncias de assédio eleitoral, o que representa 21% do total de denúncias recebidas ao longo de todo o ano de 2026. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, enfatizou que a escolha política dos trabalhadores não deve ser alvo de retaliação no ambiente de trabalho.

O procurador afirmou que o ministério está monitorando as denúncias e tomará as devidas providências. “O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, declarou.
As ameaças de demissão, dispensas efetivas e recusa de contratação motivadas pelo voto de um trabalhador são consideradas assédio eleitoral e estão sendo investigadas pelo órgão. Durante todo o período eleitoral, o Ministério Público do Trabalho registrou um total de 2.467 denúncias em 2026, com 991 ocorrências até o primeiro turno e 946 adicionais após o segundo turno.
Com informações de Poder 360.








