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Mario Frias defende patrocínio ao filme “Dark Horse” como legal

Mario Frias diz que patrocínio do Master a “Dark Horse” não é crime

Foto: PODER360 / Poder 360

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O deputado federal Mario Frias (PL-SP) declarou que o patrocínio do Banco Master ao filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, não constitui crime. Em um vídeo divulgado no sábado (12 de setembro de 2026), o congressista argumentou que, para que houvesse irregularidade, seria necessária uma contrapartida ou uma promessa de ato de ofício relacionada ao repasse de recursos. “Patrocínio privado, por si só, não é crime. Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais: uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro”, afirmou.

Frias também comentou que as mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, não indicam que tenha havido qualquer oferta de ato de ofício em troca do financiamento do filme. “Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha oferecido qualquer ato de ofício a Daniel Vorcaro. Não há pedido de projeto de lei, por exemplo, não há promessa de benefício”, destacou.

O deputado fez uma comparação entre o patrocínio ao filme e outros investimentos realizados pelo Banco Master, mencionando os R$ 160 milhões direcionados ao programa “Caldeirão do Huck” em 2025 e os R$ 300 milhões destinados ao Atlético-MG. Ele questionou por que não houve investigações semelhantes sobre esses outros patrocínios: “Por que nesses casos não se criou toda esta narrativa?”, indagou.

Além disso, Frias comentou que a investigação acerca do financiamento de “Dark Horse” surgiu de petições apresentadas por deputados do PT. “Estamos investigando um crime de verdade ou estamos simplesmente criando uma suspeita, uma cortina de fumaça para atingir alguém politicamente, exatamente no momento em que ele lidera as pesquisas para presidente?”, questionou.

A Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU) em 10 de setembro, tem como um dos alvos o deputado. A investigação busca apurar possíveis desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares e sua utilização em contratos associados à produção de “Dark Horse”. Segundo a PF, Frias alocou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil através de duas emendas parlamentares de 2024, e há investigações sobre uma suposta engenharia financeira envolvendo o deputado e a produção do filme.

O inquérito sobre o financiamento da cinebiografia também está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, em um caso relacionado ao Banco Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, divulgadas em maio, revelaram conversas sobre o financiamento do longa-metragem.

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