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Hugo Bonèmer destaca desafios de interpretar Marcelo Rubens Paiva no teatro

Hugo Bonèmer fala sobre desafio de viver Marcelo Rubens Paiva no teatro

Foto: Isabela Thurmann / Metropoles Entretenimento

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Prestes a estrear no musical “Feliz Ano Velho”, Hugo Bonèmer se prepara para dar vida a Marcelo Rubens Paiva, buscando explorar aspectos da vida do autor que não estão presentes em seu famoso livro, publicado em 1982. Em entrevista ao Metrópoles, Bonèmer comentou que pretende trazer aos palcos detalhes da vida de Marcelo que ficaram de fora do relato autobiográfico.

A nova versão do espetáculo terá sua estreia em São Paulo no dia 19 de setembro e seguirá em cartaz até 22 de novembro. A obra é baseada na experiência de Marcelo após um acidente que o deixou tetraplégico aos 20 anos, além de retratar a história da família Paiva durante o período da ditadura militar no Brasil. No elenco, Heloísa Perissé interpretará Eunice Paiva, enquanto Bruno Garcia dará vida a Rubens Paiva, pai de Marcelo.

Durante a preparação para o papel, Bonèmer se deparou com o desafio de equilibrar a representação do homem real e a criação do personagem. “Em algum momento eu preciso me descolar da ideia de que ele [Marcelo] está ali vivo, vai assistir [ao musical]”, afirmou. O ator destacou a importância de tratar Marcelo como um personagem dentro do contexto ficcional da peça, respeitando sua história real.

A oportunidade de aprofundar sua interpretação surgiu durante o evento de lançamento da nova montagem, onde Hugo teve a chance de se encontrar pessoalmente com Marcelo. Ele fez perguntas sobre aspectos da vida do autor que não aparecem no livro, incluindo a dinâmica de sua relação com a mãe, Eunice Paiva. “Eu descobri que, longe da imagem mais séria, ele costumava brincar e sacanear a mãe, algo que não está no livro. Vou levar isso para a peça com certeza”, revelou Bonèmer.

Embora o musical aborde questões pessoais, o livro e a peça também refletem as opiniões políticas de Marcelo, reconhecido por sua posição de esquerda. Bruno Garcia, que interpreta Rubens Paiva, enfatizou que a montagem não deve ser vista apenas como uma disputa entre direita e esquerda. “O que temos é um campo interessado em manter a democracia e um outro que quer destruir isso tudo”, declarou.

Heloísa Perissé, por sua vez, defendeu que a montagem foca nas relações humanas e na resistência diante das adversidades, independentemente das posições políticas de Marcelo. “O foco é no amor e nos grandes mestres que ensinaram que podemos vencer uma batalha sem pegar em armas”, comentou.

Classificação Indicativa: Livre

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