Governo cria força-tarefa para investigar ataques a indígenas no MS
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por Redação Rondônia Hoje
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Após o aumento de ameaças e violência contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul, o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) anunciaram a criação de uma força-tarefa interministerial. A medida visa apurar os ataques e acompanhar as denúncias de violência contra os Guarani Kaiowá.
Os relatos de agressões se intensificaram após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. Entre os incidentes mais graves, destaca-se o incêndio da casa da rezadeira de 90 anos, Ñandesy Roberta, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, ocorrido na manhã de 29 de outubro. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o incêndio foi criminoso e destruiu instrumentos sagrados, configurando uma grave violação dos direitos indígenas e da liberdade religiosa.
Voninho Guarani Kaiowá, um dos coordenadores da Apib, manifestou repúdio às agressões e pediu que as autoridades investiguem os responsáveis. O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, confirmou que a Polícia Federal foi acionada para auxiliar nas investigações.

Ainda conforme a Apib, já foram registrados mais de 30 casos de violência contra povos indígenas relacionados ao processo eleitoral deste ano, incluindo ataques, ameaças e atropelamentos que resultaram em mortes. Em um caso recente, mensagens de áudio atribuídas a um servidor público sugeriram envenenar a água de uma aldeia indígena, gerando indignação entre as comunidades.
O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, afirmou que o autor do áudio é um bom servidor e que a prefeitura afastou temporariamente o funcionário, além de instaurar um processo administrativo para investigar sua conduta.
O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul informou que está apurando as denúncias, mas já descartou a ocorrência de crimes em um dos casos investigados em Naviraí, onde as acusações foram classificadas como “boatos”. No entanto, o MPF deu um prazo de 48 horas para que a prefeitura de Tacuru forneça informações sobre os servidores municipais envolvidos nas ameaças, recomendando a instauração de um processo administrativo e o afastamento cautelar dos acusados.
Com informações de Poder 360.








