Comédia teen ‘Era Uma Vez Minha 1ª Vez’ é marcada por clichês e falta de originalidade
Foto: @helenabarretophoto / Cine Pop
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A comédia teen “Era Uma Vez Minha 1ª Vez”, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 17 de setembro, é uma nova adaptação da obra da romancista Thalita Rebouças, reconhecida por seu apelo junto ao público jovem. Entretanto, a produção dirigida por Claudia Castro não consegue escapar dos clichês e das fórmulas já saturadas em narrativas do gênero.
Baseado no livro homônimo lançado em 2012, o filme acompanha quatro amigas – Clara (Castorine), Teresa (Letícia Braga), Tuca (Lívia Silva) e Patty (Duda Matte) – que fazem um pacto para perder a virgindade antes da formatura do ensino médio. A partir daí, a trama se desenrola em uma série de desaventuras que refletem as turbulências da adolescência, mas sem inovação ou profundidade.
A crítica aponta que, mesmo com um elenco carismático e comprometido, a história se mantém previsível e seus arcos narrativos se encaminham para conclusões óbvias desde o início. Cada personagem tem sua “missão”, mas a separação em núcleos distintos limita a complexidade das relações e a profundidade do enredo.
Os roteiristas, Thalita Rebouças e João Paulo Horta, parecem recorrer a clichês típicos de comédias adolescentes, fazendo paralelos com títulos como “American Pie” e “As Vantagens de Ser Invisível”. Essa escolha resulta em uma produção que falha em trazer um frescor à discussão sobre sexualidade e positividade corporal, temas abordados de maneira superficial.
Além disso, a direção de Castro opta por uma estética que gradualmente se torna mais sombria, enquanto a trilha sonora melodramática contribui para a falta de dinamismo e urgência na narrativa. O filme acaba se apresentando como uma obra mediana que, apesar de seus problemas, pode agradar aos fãs mais ardorosos da autora, mas que não oferece muito a quem busca uma reflexão mais profunda sobre os desafios da adolescência.
“Era Uma Vez Minha 1ª Vez” ilustra a dificuldade da adaptação de obras literárias quando tentam se manter fiéis a fórmulas já exploradas, resultando em uma experiência cinematográfica que, embora entretenha, não provoca novas reflexões sobre a fase de transição da juventude para a vida adulta.





