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Antártida: suspense da Globo aborda violência contra a mulher

Crítica | Antártida – Solidão, Confinamento e Violência Marcam Superprodução dos Estúdios Globo com Grande Elenco

Foto: Cine Pop (cinepop.com.br)

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A superprodução “Antártida”, dos Estúdios Globo, chega aos cinemas no dia 17 de outubro, apresentando um intrigante suspense ambientado em um dos locais mais inóspitos do mundo. A trama se desenrola na estação brasileira na Antártida, onde o capitão Vicente (interpretado por Lázaro Ramos) e a jovem cientista Inês (Marina Ruy Barbosa) chegam em busca de novas experiências. Porém, uma celebração após a chegada dos novatos termina em tragédia quando Inês é violentada.

Diante do ocorrido, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) se vê em um dilema: investigar o crime e proteger a integridade da jovem ou seguir as ordens do comandante Barros (Antonio Calloni), que enfrenta problemas de saúde e tenta esconder a verdade.

Apesar da produção técnica de alta qualidade, com um elenco renomado e cenários bem elaborados, o roteiro apresenta dificuldades. A narrativa apressada e a introdução de nove personagens com histórias complexas em apenas uma hora e meia de filme comprometem o desenvolvimento adequado do suspense. A trama, que busca explorar a violência contra a mulher, poderia se beneficiar de um formato seriado que permitisse um aprofundamento maior nos dramas individuais dos personagens.

Os trabalhos de Calloni e Beltrão se destacam ao equilibrar as emoções em meio a um cenário desolador. O filme, ao abordar a violência de gênero e dar visibilidade ao tema, se propõe a ser um provocador de reflexões no público, tanto nos cinemas quanto na futura exibição na Globoplay. “Antártida” é um thriller que, apesar de suas limitações, promete instigar discussões importantes sobre a percepção dos corpos femininos na sociedade.

Classificação Indicativa: Livre

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