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STF retira sigilo de processo sobre pagamentos de Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça retira sigilo de processo sobre pagamentos de Daniel Vorcaro no STF

Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, retirar o sigilo de um processo que investiga a rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A medida foi determinada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir um parecer favorável à quebra do sigilo.

A decisão de Fachin ocorreu em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que destacou a importância da transparência do processo antes do julgamento programado para terça-feira, 15 de setembro. Com a retirada do sigilo, o STF agora tem acesso a 54 linhas de investigação relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras de grande escala e a suposta corrupção de agentes públicos associada a Vorcaro.

No julgamento agendado, os ministros analisarão um relatório da Polícia Federal (PF) que inclui 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso preventivamente. As mensagens recuperadas do celular apreendido indicam que o ex-banqueiro compartilhou um contrato de 131 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Além disso, Vorcaro teria buscado informações sobre a operação da PF planejada para sua prisão, mas as respostas enviadas por Moraes não puderam ser recuperadas pelos investigadores. A PGR, por sua vez, solicitou a anulação do relatório da PF, alegando irregularidades formais, e argumentou que o relator não poderia ter autorizado diligências sem a aprovação do plenário.

Em meio a essa situação, Moraes apresentou um documento que seria um relatório de inteligência da PF, alegando que Mendonça estaria direcionando as investigações para atingir adversários políticos. Contudo, o documento carecia de assinatura e timbre oficial, além de ter uma advertência indicando que era mera conjectura e sem valor probatório. Em resposta, Moraes pediu a Fachin a abertura de uma investigação contra Mendonça por crimes de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de autoridade, com julgamento agendado para o dia 23 de setembro.

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