STF propõe mais transparência no mercado de precatórios após escândalo
Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, apresentou nesta terça-feira (29) propostas para aumentar a transparência e a rastreabilidade no mercado secundário de precatórios. Durante uma sessão do CNJ, Fachin destacou que a medida visa proporcionar mais segurança a um setor que lida com pagamentos devidos pelo Poder Público. O ministro informou que o CNJ está desenvolvendo uma política nacional que envolve regulação, tecnologia e dados, incluindo a criação de um painel com um portal de informações e uma calculadora para consulta de valores atualizados.
Essas discussões emergem em um momento crítico, em meio a investigações que apuram irregularidades no mercado secundário de precatórios, especialmente relacionadas ao antigo Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central devido a indícios de gestão fraudulenta. A Polícia Federal investiga suspeitas de favorecimento ilegal na liberação de precatórios, que eram posteriormente revendidos com descontos significativos.
Durante a mesma sessão, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, enfatizou a necessidade de acelerar as investigações criminais que envolvem membros do Judiciário e da advocacia, além de solicitar ações por presidentes de tribunais superiores para coibir as irregularidades.

Entre as medidas mais recentes, o corregedor-nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, ordenou o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios relacionados a usinas sucroalcooleiras que foram negociados com o Banco Master. A Corregedoria também realizou diligências no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que afirmou estar colaborando com as investigações.
A anulação dos precatórios foi motivada por um pedido da Advocacia-Geral da União, que apontou a determinação de depósitos judiciais sem que os processos tivessem transitado em julgado. O caso ganhou notoriedade após a revelação de um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, que está sob investigação pela Polícia Federal.
Essas ações refletem um esforço conjunto de vários órgãos, incluindo o STF, o CNJ, a Corregedoria-Nacional de Justiça e a Polícia Federal, para enfrentar as irregularidades no setor de precatórios e garantir a proteção dos direitos de pagamento devido pelo Estado.
Com informações de NewsRondonia.








