STF decide sobre investigação de Alexandre de Moraes e André Mendonça
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O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, a sessão extraordinária para decidir se o ministro Alexandre de Moraes poderá ser investigado em relação a supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão, que teve início por volta das 15h30, inclui a análise de uma questão de ordem levantada pelo decano Gilmar Mendes, que sugere o adiamento da deliberação para o próximo dia 23 de setembro. O adiamento também contemplaria a avaliação de possíveis irregularidades na condução do caso pelo antigo relator, ministro André Mendonça.
O caso ganhou notoriedade em 1 de setembro de 2026, quando a Polícia Federal revelou que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Moraes antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro do ano anterior. Essas informações foram obtidas através da quebra de sigilo telefônico, autorizada no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e tentativas de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília.
Na tramitação do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se formalmente em favor da anulação do relatório parcial da Polícia Federal, argumentando que Mendonça teria agido de forma irregular ao solicitar investigações sobre Moraes sem a devida autorização do plenário do STF. Segundo a Procuradoria-Geral da República, investigações envolvendo ministros do Supremo devem ser decididas em colegiado, o que acentua a crise institucional dentro da Corte.
O julgamento que se desenrola hoje é crucial para determinar a relatoria do caso e a validade das provas coletadas pela Polícia Federal. A expectativa é que a votação sobre a questão de ordem estabeleça diretrizes para as investigações relacionadas aos pedidos feitos pelos gabinetes dos ministros envolvidos na controvérsia.





