Mudanças nas regras eleitorais podem ser necessárias, diz Kassio Nunes Marques
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por Redação Rondônia Hoje
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A dois dias do segundo turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou que pode ser necessário alterar regras às vésperas do pleito. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (23), o ministro comentou sua decisão de não avançar com uma proposta que restringiria o uso de canais de WhatsApp durante as 48 horas antes da abertura das urnas.
Essa proibição afetaria, entre outros, o Exército do Lula, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que já conta com mais de 8,5 milhões de usuários. Nunes Marques, ao ser questionado se mudanças de última hora poderiam ser mal interpretadas, afirmou que, embora o ideal seja evitar alterações, a evolução tecnológica pode exigir adaptações. “Às vezes, pode se tornar necessário. As mudanças também podem beneficiar o processo eleitoral. Se surgir uma tecnologia nova, que não esteja abrangida pela resolução, vamos permitir que ela influencie o processo eleitoral?”, indagou.
Sobre o caso envolvendo mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, Nunes Marques se defendeu de acusações de envolvimento em uma festa custeada por Vorcaro. Ele classificou as mensagens como “recortes e retalhos extraídos de celulares de terceiros” e insinuou que há um esforço para retirá-lo do processo. “Eu sei que há um esforço para me tirar do processo. Pelo que estou vendo, todo esse esforço é para que eu me julgue impedido”, afirmou.
Questionado sobre quem estaria por trás desse movimento, o ministro foi vago: “De quem tem interesse nisso”. Ele também negou qualquer relação comercial com Vorcaro, embora tenha reconhecido conhecê-lo socialmente. “Estão criminalizando o conhecimento social que as pessoas têm”, disse Nunes Marques, enfatizando que nunca pediu nada a Vorcaro.
Quanto a alegações sobre pagamentos ao seu filho, o ministro reafirmou que Kevin Marques nunca recebeu dinheiro do Banco Master, explicando que seu filho teve serviços jurídicos reconhecidos por meio de uma empresa, mas sem qualquer relação com o banqueiro. “O sigilo do meu filho foi quebrado indevidamente e ficou comprovado que ele recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos. Estes são os fatos”, concluiu.
Com informações de Poder 360.









