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Ministro Flávio Dino revela decisão que autorizou buscas contra Cezinha de Madureira

Ministro Flávio Dino levanta sigilo de decisão que autorizou buscas contra deputado Cezinha de Madureira

Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo de uma decisão que autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar buscas e apreensões em endereços ligados ao deputado federal Cezinha de Madureira, do PL do Rio de Janeiro. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, e detalha as suspeitas de que o parlamentar estaria prometendo acesso privilegiado e influência sobre ministros da Suprema Corte em troca de pagamentos financeiros.

De acordo com o documento, Cezinha de Madureira é formalmente investigado por crimes como tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. O ministro Flávio Dino destacou que há indícios de que o deputado utiliza sua posição no legislativo para incutir a percepção de controle sobre decisões de tribunais superiores.

Um relatório parcial da PF, mencionado na decisão de Dino, revelou mensagens no celular de terceiros, onde a advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do deputado, aparece negociando a influência do marido sobre ministros do STF. Essas conversas foram extraídas do aparelho da advogada Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados, que está sob investigação por sua suposta ligação com a liberação de recursos do orçamento secreto. Nos diálogos, Mariângela discutia contratos de honorários advocatícios em troca da atuação de Cezinha junto a magistrados.

Além disso, as mensagens citam nominalmente os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes, embora a PF tenha esclarecido que não existem provas de solicitação ou aceitação de vantagens ilegais por parte dos magistrados. Os investigadores afirmam que os nomes mencionados aparecem apenas como destinatários da influência proposta pelos investigados.

A decisão de Flávio Dino também incluiu a relatoria de um processo correlato à apreensão de 510 mil reais em espécie, que estava em posse de Valéria Rodrigues Linhares no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 25 de agosto. A defesa alegou que o montante se tratava de honorários. A PF argumentou que as buscas eram essenciais devido à forma como as vantagens eram transportadas fisicamente. O ministro negou, no entanto, o pedido para vasculhar o gabinete do deputado, devido à falta de indícios suficientes.

A investigação continua em andamento, com foco na apuração das práticas ilícitas associadas ao deputado e sua rede de contatos.

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