Lobista questiona ausência de buscas na casa de Lulinha pela PF
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por Redação Rondônia Hoje
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A empresária e lobista Roberta Luchsinger levantou questões sobre a atuação da Polícia Federal ao não realizar buscas na residência de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma entrevista à CNN Brasil, onde Luchsinger criticou a condução das investigações relacionadas a um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
Luchsinger, que está sendo investigada por tráfico de influência, afirmou que a falta de medidas semelhantes contra outros investigados demonstra um tratamento desigual. Ela foi alvo de ações judiciais, que incluíram buscas e apreensões, bloqueio de bens e uso de tornozeleira eletrônica. Durante a entrevista, a lobista também mencionou que o tratamento diferenciado que recebeu está ligado ao machismo, afirmando que Lula a chamou publicamente de “pilantra”, enquanto preservou os homens envolvidos nas investigações.
A empresária revelou sua intenção de firmar um acordo de delação premiada e garantiu que não poupará ninguém, incluindo o presidente e seu filho. “Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse.
Atualmente, Luchsinger é investigada juntamente com Lulinha em três inquéritos da Polícia Federal, sob suspeita de terem atuado em conjunto com autoridades para favorecer empresas.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência se manifestou sobre as declarações de Luchsinger, ressaltando que Lula desconhece os fatos mencionados. A presidência afirmou que o presidente “jamais manteve qualquer interlocução” com a lobista e que não há contratos do governo federal com ela. O Planalto expressou estranhamento quanto às declarações em um período próximo ao segundo turno das eleições, sugerindo que tais denúncias poderiam ser uma tentativa de manipulação da opinião pública.
Em nota, a Secretaria afirmou que a repetição de denúncias infundadas representa um esforço irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na escolha dos eleitores.
Com informações de Poder 360.









