Julia Lemmertz é homenageada no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Foto: Camilla Germano / Metropoles Entretenimento
por
Publicado em
A atriz Julia Lemmertz foi homenageada no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizado na última sexta-feira (12/9). A artista, que acumula mais de 40 anos de carreira, recebeu o Troféu Candango de Conjunto da Obra durante a cerimônia de abertura do evento. Visivelmente emocionada, Julia destacou sua conexão afetiva com o festival e sua relevância para o cinema nacional.
Em entrevista ao Metrópoles, a atriz expressou sua gratidão pela homenagem, ressaltando que para ela, o reconhecimento vai além de prêmios individuais. “Eu fico emocionada só porque eu tenho muito carinho e muito apreço por esse festival. Eu reconheço a importância extraordinária dele para todo mundo, para o cinema brasileiro como um todo”, afirmou. Para Lemmertz, ser homenageada por um evento tão significativo é um marco especial em sua trajetória.
Além disso, Julia explicou que receber a homenagem representa uma avaliação do seu percurso artístico. “Quando você é homenageado, você tem de repente um reconhecimento por algo que é maior do que só um trabalho”, comentou. Para participar da cerimônia, a atriz cancelou a sessão de sua peça, a comédia política “Alta Sociedade”, que estava em cartaz na mesma data.
Ao subir ao palco, Julia relembrou um episódio de sua trajetória no festival: em 1986, ela foi premiada pelo filme “A Cor do Seu Rosto”, mas não pôde comparecer devido ao falecimento de sua mãe. Naquela ocasião, o troféu foi recebido em seu nome pelo cineasta Jorge Duran. Agora, décadas depois, a atriz teve a oportunidade de receber pessoalmente a honraria, a qual descreveu como um espaço “corajoso” e “aguerrido” para o cinema brasileiro.
Julia também enfatizou a importância da comunidade artística na preservação da memória cultural do Brasil. Segundo ela, os filmes produzidos atualmente servirão como registros para as futuras gerações. “As histórias contadas pelo cinema ajudam a formar uma memória coletiva sobre o país”, afirmou, ressaltando que a arte tem a capacidade de criar sonhos e fomentar uma consciência coletiva.
Ao final de seu discurso, Julia Lemmertz recorreu a uma passagem de “A Tempestade”, de William Shakespeare, para refletir sobre a efemeridade da vida, pedindo à plateia que nunca deixasse de sonhar. “Esse prêmio também é para todas essas pessoas que passaram na minha vida e que me ajudaram a fazer coisas incríveis”, concluiu.





