Internações por doenças respiratórias graves caem em Porto Velho
Foto: Prefeitura de Porto Velho (agencia.portovelho.ro.gov.br)
por Redação Rondônia Hoje
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Os dados epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) indicam uma significativa redução nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Porto Velho. O levantamento abrange o período de 1º de janeiro a 5 de setembro e revela que, em comparação com o mesmo intervalo de 2022, as internações por Influenza diminuíram de 113 para 51 casos. As hospitalizações por Covid-19 também apresentaram queda, passando de 62 para 20 registros. Além disso, os casos de internações por outros vírus respiratórios reduziram de 271 para 160, enquanto os registros por outros agentes etiológicos caíram de 58 para apenas 3. Por outro lado, os atendimentos graves por agentes não especificados permaneceram estáveis, com uma pequena variação de 292 para 304 ocorrências.
O prefeito Léo Moraes comentou sobre os dados, enfatizando a importância do monitoramento contínuo e das ações preventivas para proteger a população, especialmente durante o período de estiagem. “A redução nas internações é um resultado positivo, mas não podemos baixar a guarda. Estamos fortalecendo o monitoramento e as ações de saúde para garantir atendimento à população, principalmente às crianças, aos idosos e às pessoas mais vulneráveis”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, também ressaltou a relevância do acompanhamento constante dos indicadores. Ela explicou que a gestão monitora de perto os dados para orientar as ações de saúde. “Na Atenção Básica, os atendimentos para quadros leves ocorrem diariamente e são registrados no prontuário individual do paciente. O monitoramento epidemiológico, no entanto, é focado nas notificações compulsórias dos casos graves que exigem hospitalização”, detalhou.
Apesar da queda nas internações, a Semusa alerta que o período de seca e fumaça ainda requer cuidados preventivos contra problemas respiratórios, como tosse seca e crises alérgicas. A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, destacou a importância das notificações e do monitoramento constante. “O acompanhamento dos agravos de notificação compulsória é essencial para mapear a circulação viral e o impacto dos casos graves no sistema de saúde”, disse.
A Semusa aconselha que, em casos de sintomas leves de desconforto respiratório ou alergias, os cidadãos procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Para situações de maior gravidade, como falta de ar intensa e febre alta persistente, o acionamento dos serviços de urgência e emergência (UPAs) é prioritário. Além disso, a Semusa realiza ações de mapeamento de riscos e diagnóstico da segurança hídrica nas comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e em áreas rurais, orientando a população sobre medidas de proteção individual, como reforço na hidratação e uso de umidificadores em ambientes fechados.
Com informações de Prefeitura de Porto Velho.





