Gabinetes de ministros recebem dados do celular de Daniel Vorcaro
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Os gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes confirmaram, nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, que receberam da Polícia Federal (PF) a íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master. A entrega ocorreu após os magistrados terem solicitado formalmente o repasse das informações à PF, em uma medida que se seguiu à resistência do ministro André Mendonça, relator do caso, em liberar o material completo para os demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia 13 de setembro, Mendonça havia expressado preocupação de que a divulgação do conteúdo integral poderia comprometer investigações em andamento, argumentando que isso poderia tumultuar o julgamento relacionado à conexão entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A entrega do material foi solicitada por Zanin e Mendes com a justificativa de que precisavam revisar todas as mensagens de Vorcaro, e não apenas uma seleção inicial feita pela PF, antes de participarem da votação no plenário.
O ministro Alexandre de Moraes também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que determinasse o envio do espelhamento digital do celular a todos os ministros, ressaltando que não cabe ao relator restringir o acesso aos documentos ao colegiado. Em resposta, Mendonça reiterou que o acesso limitado já fornecia os elementos necessários para a deliberação.
O plenário do STF está agendado para analisar, na terça-feira, 15 de setembro, o relatório da PF, que indica o envio de 52 mensagens de Vorcaro a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025. As mensagens incluem um contrato de R$ 131 milhões entre o banco de Vorcaro e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de buscas por informações sobre operações policiais iminentes. Moraes nega qualquer interação com o investigado, e a PF informou que as respostas de Vorcaro não foram recuperadas.
Além disso, o plenário também deverá considerar um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para anular o relatório devido a supostas irregularidades formais. Um pedido de investigação contra Mendonça, solicitado por Moraes, está pautado para ser discutido no dia 23 de setembro.





