El Niño pode aumentar conta de luz em 2027, afirma especialista
Foto: Poder 360 (poder360.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O programa “Infra em 1 Minuto”, produzido pelo Poder360 em parceria com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), destacou os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño no setor elétrico brasileiro. O episódio, lançado em 31 de outubro de 2026, apresenta a análise do especialista em energia Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, que alerta para os riscos que o fenômeno pode representar para os preços da energia em 2027.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que provoca alterações na circulação atmosférica e nas chuvas em várias partes do mundo. Rodrigues indica que o episódio de 2026 a 2027 pode ser um dos mais intensos desde 1950, com implicações diretas no clima brasileiro. O fenômeno geralmente provoca a redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, ao passo que o Sul pode experimentar um aumento nas precipitações. No Sudeste e Centro-Oeste, onde estão localizados os principais reservatórios hidrelétricos, os efeitos são mais incertos.
Segundo o especialista, a combinação de chuvas escassas e temperaturas elevadas pode afetar gravemente o sistema elétrico nacional. A menor disponibilidade de água reduz a geração de energia hidrelétrica, enquanto o aumento no calor eleva a demanda por eletricidade. Rodrigues explica que, “com menos água, as hidrelétricas geram menos. Com mais calor, a gente consome mais energia. Para fechar essa conta, é preciso acionar as térmicas, que são mais caras.”

Em um cenário negativo, as estimativas do CBIE Analytics sugerem que o preço da energia no mercado de curto prazo pode aumentar em mais de 50% em 2027. Essa previsão considera as condições climáticas adversas e a necessidade de um maior acionamento das usinas termelétricas.
Rodrigues também destaca que, apesar de a matriz elétrica brasileira ser composta em grande parte por fontes renováveis, isso não necessariamente garante a segurança do abastecimento. Ele enfatiza que a geração hidrelétrica depende da disponibilidade de água, enquanto a solar e a eólica estão sujeitas a condições climáticas.
Para mitigar esses riscos, o especialista sugere investimentos em potência firme, sistemas de armazenamento de energia e melhorias na infraestrutura de transmissão, visando garantir um fornecimento contínuo de eletricidade, independentemente das condições meteorológicas.
Rodrigues conclui que a intensificação do fenômeno reforça a necessidade de integrar a segurança energética ao planejamento da expansão do setor elétrico no Brasil, afirmando que “o El Niño é mais do que um evento climático: é um teste para o nosso planejamento energético.”
Com informações de Poder 360.








