Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
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por Redação Rondônia Hoje
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal devido a abandono de cargo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 21 de setembro e baseou-se em um processo administrativo disciplinar que constatou faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos.
Eduardo Bolsonaro, que era parte do quadro efetivo da Polícia Federal, estava formalmente afastado de suas atividades para exercer seu mandato como deputado federal. Contudo, ele deixou o Brasil em março de 2025 para residir nos Estados Unidos. Seu último mandato foi cassado em dezembro de 2025, após acumular ausências em sessões da Câmara dos Deputados em Brasília.
Após a cassação, a Polícia Federal anunciou o encerramento do afastamento funcional de Eduardo Bolsonaro, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, determinando o retorno imediato às suas funções. A falta de cumprimento dessa determinação levou à abertura do processo administrativo que culminou em sua demissão.
Além das implicações administrativas, Eduardo Bolsonaro enfrenta sérias consequências judiciais por suas ações políticas no exterior. Ele foi investigado por ter atuado junto a autoridades norte-americanas para promover sanções econômicas contra o Brasil e interferir em processos judiciais em andamento no país.
Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. A decisão também resultou em sua inelegibilidade por 8 anos e na perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, conforme o entendimento da Procuradoria-Geral da República.
Com informações de NewsRondonia.








