Daniel Vorcaro nega à PF envolvimento em grupos de intimidação
Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal na tarde de quarta-feira, 30 de agosto, e negou qualquer envolvimento em atos de violência ou intimidação contra adversários. Durante a oitiva, o ex-banqueiro afirmou desconhecer a existência de grupos informalmente chamados de “A Turma” ou “Os Meninos”, que foram mencionados em investigações a partir de análises de dispositivos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero.
Em nota divulgada após o depoimento, a defesa de Vorcaro argumentou que o acesso integral aos autos do inquérito prova que as expressões citadas nas mensagens não se referiam a uma estrutura criminosa organizada ou voltada à prática de ilícitos. A investigação da PF indicou, com base em diálogos recuperados de celulares, que o grupo monitorava e intimidava jornalistas, ex-funcionários e concorrentes do ramo empresarial.
Questionado sobre nomes relacionados ao caso, Vorcaro reconheceu apenas Luiz Phillipi Mourão, identificado como gerente das atividades do grupo e conhecido pelo apelido de “Sicário”. A defesa esclareceu que a relação com Mourão era de natureza comercial, com um contrato formal de prestação de serviços em inteligência e segurança digital. Mourão, que havia sido preso em fases anteriores da operação, cometeu suicídio na carceragem da PF em Belo Horizonte.

Sobre mensagens de teor agressivo encontradas nos aparelhos, os advogados de Vorcaro sustentaram que se tratavam de desabafos isolados gerados em contextos privados e momentos de indignação, sem qualquer consequência prática ou risco real a terceiros. No mesmo dia do depoimento, Henrique Vorcaro, pai do empresário e apontado pela polícia como suposto líder do grupo, também foi ouvido e negou qualquer participação em atividades ilícitas, enquanto sua defesa solicitou celeridade na análise de pedidos de liberdade que foram protocolados junto ao Supremo Tribunal Federal.
Com informações de NewsRondonia.








