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André Mendonça vota contra julgamento conjunto e placar é 3 a 2 no STF

Ministro André Mendonça vota contra julgamento conjunto e placar parcial atinge 3 a 2 no STF

Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, contra a proposta de julgamento simultâneo do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o pedido de apuração de sua conduta na relatoria das investigações sobre o Banco Master. O voto de Mendonça foi apresentado durante uma sessão plenária em que se discute se Moraes deve ser investigado por sua suposta ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e se as eventuais irregularidades cometidas por Mendonça ao solicitar a investigação inicial devem ser incluídas.

Com a manifestação de Mendonça, o placar parcial da votação atingiu 3 votos a 2 favoráveis ao julgamento conjunto, com a análise prevista para o próximo dia 23 de setembro. Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli não participarão da votação, sendo o primeiro impedido e o segundo considerado suspeito.

A questão de ordem que gerou o debate foi levantada pelo decano Gilmar Mendes, que busca unificar a análise das supostas irregularidades e redistribuir a relatoria do processo, evitando que a condução fique sob a responsabilidade exclusiva do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A sessão extraordinária continua com a coleta dos votos dos demais integrantes do STF, que ainda discutem as regras regimentais aplicáveis.

A controvérsia começou a ganhar destaque em 1 de setembro de 2026, quando André Mendonça acionou o plenário após a Polícia Federal revelar que Daniel Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Alexandre de Moraes antes de sua prisão, no final do ano passado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou formalmente, defendendo a anulação integral do relatório policial, argumentando que a apuração sobre um magistrado da Corte foi realizada sem a devida autorização do plenário.

A definição do rito processual é considerada crucial para resolver os conflitos internos e estabelecer diretrizes sobre a legalidade das provas e a competência para julgar autoridades com prerrogativa de foro. Os ministros estão avaliando os argumentos regimentais apresentados antes de concluir a votação da questão de ordem, e a expectativa é que o resultado traga segurança jurídica para os inquéritos em andamento na mais alta Corte de justiça do país.

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