STF encerra sessão sem decisão sobre investigação de Moraes
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por Redação Rondônia Hoje
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O Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou a sessão de 15 de setembro de 2026 sem chegar a um consenso sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes em relação a sua suposta ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Flávio Dino solicitou vista do processo, o que lhe garante um prazo de 90 dias para apresentar sua posição ao plenário e dar continuidade ao julgamento.
O impasse entre os magistrados ocorreu devido a divergências sobre o rito processual a ser adotado na análise do caso. Inicialmente, a pauta da sessão estava focada apenas em Moraes, enquanto a discussão sobre as suspeitas contra o ministro André Mendonça estava agendada para o dia 23 de setembro. Durante os debates, ministros aliados a Moraes argumentaram que as alegações contra ele deveriam ser avaliadas juntamente com as irregularidades atribuídas a Mendonça, ex-relator do processo. Essa posição levou o ministro Gilmar Mendes a levantar uma questão de ordem para que os casos fossem tratados de forma unificada.
A questão de ordem foi colocada em votação, mas a análise não foi concluída devido ao pedido de vista de Flávio Dino, que ocorreu após um acalorado debate entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Antes da interrupção, o placar indicava 4 votos a 3 a favor da unificação dos casos. Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de conduzir investigações de forma parcial, enquanto a Procuradoria-Geral da República alegou que Mendonça teria investigado Moraes ilegalmente no caso Master.
O caso de Moraes ganhou destaque em 1 de setembro de 2026, quando André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal e enviou os diálogos para o gabinete de Edson Fachin. A investigação revela que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Moraes antes de sua prisão em 17 de novembro de 2025. Em sua defesa, Moraes negou qualquer irregularidade e considerou o relatório policial como inconstitucional, acusando Mendonça de agir por motivos políticos.
O julgamento permanece indefinido, e a expectativa é de que Flávio Dino devolva o processo ao plenário dentro do prazo regimental de 90 dias.





