Porto Velho e Agevisa iniciam campanha de vacinação na fronteira com meta de imunizar mais de 20 mil pessoas
por Redação Rondônia Hoje
Publicado em
Mobilização segue até 14 de novembro e reúne 102 profissionais de saúde em atendimento às comunidades rurais e distritos próximos à Bolívia; equipes percorrem residências para atualizar a caderneta de vacinação.
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), em parceria com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), iniciou a 5ª Campanha de Vacinação Sem Fronteira, com a meta de imunizar mais de 20 mil pessoas em comunidades rurais e distritos localizados na região de fronteira com a Bolívia. A mobilização segue até o dia 14 de novembro.

A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a prevenção de doenças imunopreveníveis, especialmente diante da proximidade com o território boliviano e do registro recente de casos de sarampo e coqueluche no país vizinho.

Atendimento chega às comunidades mais distantes
A campanha concentra esforços em localidades onde as dificuldades geográficas e de deslocamento dificultam o acesso regular aos serviços de saúde. Ao todo, 102 profissionais foram mobilizados para atender moradores de distritos e comunidades como Nova Califórnia, Abunã, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Mutum Paraná, além de áreas de fronteira que incluem Cabixi e outras localidades com menor cobertura vacinal.

Uma das principais estratégias é a busca ativa de moradores, com equipes percorrendo as residências para verificar as cadernetas e atualizar as vacinas de crianças, adultos e idosos.
A iniciativa também busca superar dificuldades de comunicação e acesso à informação em comunidades onde a internet e os meios de comunicação locais têm alcance limitado.
Vacinas disponíveis para todas as idades
A mobilização disponibiliza imunizantes previstos no calendário nacional de vacinação, contemplando diferentes faixas etárias, desde recém-nascidos até idosos.
Entre as vacinas estão a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e os imunizantes contra coqueluche, como DTP e dTpa, conforme a indicação para cada público.

Também estão disponíveis vacinas de rotina contra hepatites, tétano, influenza e Covid-19, de acordo com os critérios e esquemas de vacinação estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A meta das autoridades é alcançar mais de 20 mil pessoas até o encerramento da campanha, em 14 de novembro. Após a conclusão dos trabalhos, a expectativa é consolidar os resultados e avaliar a ampliação da cobertura vacinal nas comunidades atendidas.
Além de facilitar o acesso à imunização, a ação busca fortalecer a vigilância epidemiológica e reduzir o risco de circulação de doenças na região amazônica de fronteira.

























