Suspeito de feminicídio em Brasiléia aparece com camiseta da campanha Feminicídio Zero
Foto: Marcus José / O Alto Acre
por Redação Rondônia Hoje
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Registro de Francisco Valadares Neto foi feito na Secretaria da Mulher; Polícia Civil investiga o caso como feminicídio com pistolagem e já identificou o atirador
O procurador municipal de Brasiléia, Francisco Valadares Neto, apontado como suspeito de ter mandado matar a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, aparece em uma foto segurando uma camiseta da campanha Feminicídio Zero. O registro foi feito na sede da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).
A camiseta é verde e traz a frase “Sou homem e contra o feminicídio” e a hashtag #FeminicídioZero.
Campanha nacional
O Feminicídio Zero é uma mobilização nacional do Ministério das Mulheres, lançada em 7 de agosto de 2024, dia em que a Lei Maria da Penha completou 18 anos. A campanha tem como lema que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada.
No Acre, a Semulher lançou a campanha Agosto Lilás Feminicídio Zero em alusão aos 18 anos da Lei Maria da Penha, com agendas em diversos municípios, entre eles Brasiléia.
Investigação
Elyne foi executada a tiros em Brasiléia. A Polícia Civil investiga a morte como possível feminicídio com emprego de pistolagem, ou seja, com a participação de uma terceira pessoa na execução. A corporação informou que o atirador já foi identificado e que diligências estão em andamento para localizá-lo e prendê-lo. A hipótese de que o crime tenha sido planejado e comandado pelo ex-companheiro da vítima está sendo aprofundada.
Botão do Pânico
A Polícia Militar informou, em nota, que não foi acionada pelo telefone 190. O mecanismo de proteção envolvido foi o Botão do Pânico, porque o agressor utilizava tornozeleira eletrônica.
A médica tinha duas medidas protetivas contra o ex-companheiro e já havia relatado ameaças e descumprimento da decisão judicial. O caso abre debate sobre a efetividade das medidas protetivas e a estrutura de proteção às mulheres no estado.
A imagem do suspeito com a camiseta da campanha gerou indignação nas redes sociais e reforçou a cobrança por justiça e por políticas públicas mais eficazes no combate à violência contra a mulher. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar os demais envolvidos.
Texto de Marcus José, publicado originalmente em O Alto Acre.









