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Rondônia

Polícia Federal e Ibama destroem dragas ilegais no rio Madeira

Vídeo mostra dragas em funcionamento no rio Madeira; 20 foram destruídas pela PF e Ibama

Foto: Jornal Rondoniagora / Rondonia Agora

por Redação Rondônia Hoje

Publicado em

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A Polícia Federal (PF) divulgou imagens aéreas que mostram dragas em funcionamento no rio Madeira, em Porto Velho, durante a segunda fase da Operação Nêmesis, realizada em 30 de setembro de 2023, em parceria com o Ibama. As imagens revelam a atividade ilegal de extração de ouro na região, especificamente no trecho acima da Usina de Jirau.

Na operação, foram destruídas 20 dragas industriais, cada uma com valor superior a R$ 4 milhões, além de três rebocadores, uma balsa de diesel, 37 motores industriais de grande porte, 10 motores de porte médio e quatro geradores industriais. De acordo com os investigadores da PF, a magnitude e o investimento nos equipamentos sugerem que se trata de uma operação organizada, com capacidade para extração em larga escala, afastando a possibilidade de um garimpo individual ou rudimentar.

As dragas foram localizadas a cerca de 27 km acima da barragem de Jirau, em áreas onde a exploração mineral estava sendo realizada sem autorização e sem licenciamento ambiental. Imagens de satélite já haviam identificado a presença dessas dragas na região desde abril de 2025. A fiscalização não atingiu áreas que possuíam títulos minerários e licenças ambientais válidas.

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Antes da destruição dos equipamentos, as equipes da operação realizaram a remoção de mercúrio e outras substâncias nocivas, evitando que esses materiais fossem lançados no rio. Durante a ação, também foram apreendidos seis celulares, quatro armas de fogo e dois frascos de mercúrio. A destruição das dragas foi considerada necessária devido à impossibilidade de remoção e armazenamento adequado dos equipamentos.

A PF continua a investigação para identificar os responsáveis pelo financiamento das atividades ilegais, pelo fornecimento de mercúrio e pela logística do garimpo, além da receptação do ouro extraído de forma irregular. Essa exploração não apenas representa riscos de contaminação da água e dos peixes pelo mercúrio, mas também provoca assoreamento e danos significativos às margens do rio Madeira.

Com informações de Rondonia Agora.

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