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Política

Gilmar Mendes critica Mendonça e defende Paulo Gonet em sessão do STF

Gilmar defende Gonet e chama Mendonça de “pixuleco eleitoral”

Foto: PODER360 / Poder 360

por Redação Rondônia Hoje

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas ao colega André Mendonça durante sessão na quinta-feira (17 de setembro de 2026). Mendes chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” por ter retirado o sigilo do relatório da Polícia Federal que continha mensagens do procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviadas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Em sua declaração, Gilmar Mendes destacou que, em plenário, o relator reconheceu a integridade da conduta de Gonet, afirmando que “nada havia contra ele”. Mendes questionou a motivação por trás da exposição das mensagens, mencionando que a intenção de obter ganhos políticos ficou evidente quando Mendonça publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. “Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?”, indagou Mendes.

Gilmar Mendes já havia expressado críticas semelhantes em uma sessão anterior do STF, em 15 de setembro, onde afirmou que a retirada do sigilo ocorreu intencionalmente às vésperas do 7 de Setembro, envolvendo o tribunal de forma indevida na campanha eleitoral.

Durante o julgamento, Paulo Gonet declarou que não tinha um relacionamento próximo com Vorcaro, ressaltando que o único encontro ocorreu em abril de 2024 e que a ligação entre eles foi breve e sem relevância.

A discussão entre os ministros se intensificou, com Mendes acusando Mendonça de agir com leviandade, enquanto Mendonça tentava manter a ordem na sessão. Ao longo da troca de farpas, o ministro Carlos Eduardo Gomes de Lima Dino interveio, expressando preocupação com a degradação da imagem do tribunal e pedindo um posicionamento de Edson Fachin.

Mendes finalizou sua crítica reiterando a reputação ilibada de Paulo Gonet e a gravidade de expor sua honra sem justificativa, afirmando que a intenção política por trás do ato era inegável. “Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato”, enfatizou.

Leia a íntegra da mensagem de Gilmar Mendes: “Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.”

“Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.”

“Como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.”

“À Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.”

Com informações de Poder 360.

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