Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilo com 19 condições impostas
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por Redação Rondônia Hoje
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aceitou, em 21 de outubro de 2026, o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura de sigilos, mas impôs 19 exigências para a medida. O pedido foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral e endereçado ao ministro André Mendonça, no qual Flávio se compromete a liberar seus sigilos referentes aos últimos 20 anos, incluindo dados de familiares e empresas, desde que Lula faça o mesmo em condições ampliadas.
A proposta de Lula para a abertura dos sigilos foi feita durante um debate na Band, no dia 18 de outubro. Em resposta, a defesa de Lula formalizou um pedido de abertura de sigilo ao Tribunal Superior Eleitoral, mas Flávio condicionou sua colaboração a uma ação recíproca por parte do ex-presidente. Durante um evento em São Paulo, Flávio afirmou que aceitaria abrir seu sigilo telefônico, contanto que o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também divulgasse seus dados.
Flávio criticou o que chamou de “desafio fake” de Lula, questionando a viabilidade de o presidente abrir seu sigilo telefônico, uma vez que, segundo ele, Marcola seria uma figura central nas comunicações de Lula. O documento protocolado por Flávio descreve a proposta de abertura de sigilos como uma “gaveta vazia”, argumentando que Lula ignora investigações relevantes, como a operação Lava Jato e alegações de fraudes no INSS.

Entre as exigências, Flávio solicitou a abertura das contas do Instituto Lula e a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência. Ele afirmou que sua vida é “um livro aberto” e reiterou a necessidade de transparência em relação às finanças do ex-presidente e sua família, questionando se a família Lula teria enriquecido às custas do povo.
Além das condições relacionadas a Marcola, Flávio apontou as conexões do ex-assessor com negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e solicitou informações sobre visitas a prédios oficiais do governo. O documento pede ainda a divulgação de dados sobre empresas ligadas a familiares de Lula, incluindo sociedades do filho mais velho e negócios no exterior.
A defesa de Flávio também requisitou esclarecimentos sobre a relação do governo com a empresária e lobista Roberta Luchsinger, assim como os registros de suas entradas em palácios presidenciais. No que diz respeito ao Banco Master, a petição exige a divulgação de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes de uma reunião entre Lula e Daniel Vorcaro.
Por fim, a solicitação abrange investigações relacionadas ao INSS, pedindo a quebra de sigilo de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula, e de Edson Claro, ex-funcionário de um colaborador do INSS. Lulinha e Marcola estão sendo investigados em três inquéritos pela Polícia Federal, e suas defesas criticaram os vazamentos de informações ligadas aos casos.
Com informações de Poder 360.








