Durigan responde Flávio Bolsonaro e defende cashback da reforma tributária
Foto: Camila Nascimento / Poder 360
por Redação Rondônia Hoje
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, publicou um vídeo no X para rebater as declarações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o “Vira Pix”. A proposta de Bolsonaro visa devolver parte dos gastos com contas e prestações por meio do método de pagamento Pix, mas carece de detalhes sobre os custos e implementação. Durigan afirmou que uma proposta semelhante já está integrada na reforma tributária e entrará em vigor em janeiro de 2027.
Durigan enfatizou que, a partir do próximo ano, o governo federal realizará um cashback, devolvendo parte dos impostos pagos nas compras do dia a dia para famílias de baixa renda. “Eu quero falar com você de dinheiro que volta para o bolso das famílias brasileiras. A partir de janeiro do próximo ano, tem uma novidade trazida pela reforma tributária, que vai mudar a sua vida”, disse o ministro.
O cashback, segundo Durigan, já é uma medida legal que faz parte da reforma tributária, que foi aprovada e está prevista para entrar em vigor em 2027. Ele destacou que a proposta de Flávio Bolsonaro aparenta ser uma tentativa de desviar a atenção da reforma já existente. “Flávio Bolsonaro é contra a reforma tributária e quer adiar a isenção da cesta básica, o desconto nas contas do dia a dia e também o Pix na conta das famílias com mais baixa renda”, afirmou o ministro.

O “Vira Pix” de Flávio Bolsonaro pretende devolver valores pagos em contas de luz, prestações e taxas, em colaboração com a Caixa Econômica Federal. Contudo, a campanha não especificou quais pagamentos seriam incluídos, os percentuais de devolução, o cronograma de implementação ou o custo da proposta.
Enquanto isso, o cashback da reforma tributária abrange famílias de baixa renda registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e prevê a devolução de parte dos impostos pagos. Flávio Bolsonaro já manifestou a intenção de revisar a reforma tributária aprovada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com seu coordenador-geral de campanha, Rogério Marinho (PL), defendendo a suspensão da implementação do novo sistema por um ano para reavaliar algumas mudanças.
Entre os pontos que Flávio pretende revisar caso vença o segundo turno das eleições estão a alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), o período de transição, os benefícios fiscais para determinados setores, o split payment, o imposto seletivo e os custos dos fundos criados pela reforma.
Com informações de Poder 360.








