Filas de até uma semana na Usina de Calcário expõem gargalos e preocupam produtores rurais em Rondônia
por Redação Rondônia Hoje
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Maquinário antigo, falhas no fornecimento de energia e falta de pavimentação comprometem a produção e o transporte do insumo utilizado na correção do solo
Caminhoneiros e produtores rurais que dependem da Usina de Calcário estadual, localizada entre Pimenta Bueno e Espigão d’Oeste, enfrentam longas filas e atrasos na retirada do insumo. Alguns motoristas relatam permanecer há cerca de uma semana aguardando a liberação das cargas.
Durante uma fiscalização realizada no local, o deputado estadual Delegado Araújo acompanhou a situação e ouviu caminhoneiros que aguardavam pelo carregamento. O cenário, segundo os relatos, é resultado de uma série de problemas estruturais e operacionais que vêm comprometendo o funcionamento do complexo.
Considerado um insumo estratégico para a correção da acidez do solo e para a produtividade agrícola, o calcário tem sua distribuição prejudicada pela baixa capacidade de processamento da usina.
Maquinário limita produção
Um dos principais gargalos apontados está relacionado ao parque de máquinas. Equipamentos considerados defasados limitam a capacidade de produção da estrutura.
Atualmente, a usina teria capacidade estimada em 150 mil toneladas de calcário por ano. Com a modernização do parque industrial, esse volume poderia chegar a aproximadamente 1 milhão de toneladas anuais, conforme as informações apresentadas durante a fiscalização.
Problemas no fornecimento de energia
Outro fator que afeta a produção é a instabilidade no fornecimento de energia elétrica. As interrupções frequentes provocam paralisações na linha de produção e contribuem para o aumento do tempo de espera dos caminhoneiros.
Acesso sem pavimentação
A infraestrutura de acesso também é apontada como um dos problemas. A chamada Rodovia do Calcário, utilizada para conectar Espigão d’Oeste ao complexo minerador, ainda não é pavimentada.
A falta de pavimentação dificulta o tráfego de veículos pesados e pode agravar os problemas de escoamento, principalmente durante o período chuvoso.
Impacto no campo
Os atrasos na entrega do calcário acabam refletindo diretamente no planejamento dos produtores rurais, que dependem do insumo para a correção do solo e preparação das áreas de cultivo.
Para lideranças políticas da região, a recuperação da capacidade operacional da usina e a melhoria da infraestrutura são medidas necessárias para reduzir as filas, agilizar o fornecimento e garantir maior previsibilidade aos produtores.
A situação também reacende a discussão sobre a necessidade de investimentos na modernização da estrutura e nas vias utilizadas para o transporte do calcário, considerado um insumo importante para a atividade agropecuária de Rondônia.









