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Política

Democratas conquistam 7 cadeiras do Senado em Estados republicanos

Democratas viram 7 cadeiras republicanas no Senado dos EUA

Foto: Poder 360 (poder360.com.br)

por Redação Rondônia Hoje

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As eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro de 2026, nos Estados Unidos, resultaram em vitórias significativas para o Partido Democrata, que conquistou pelo menos sete cadeiras anteriormente ocupadas por republicanos no Senado. Entre os Estados onde os democratas triunfaram estão Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Maine, segundo projeções da CNN.

No Texas, o deputado estadual James Talarico (Democrata) obteve 55% dos votos, superando Ken Paxton (Republicano), que teve 43,1%. Essa é a primeira vitória democrata para o Senado no Estado desde 1988. Talarico focou sua campanha no aumento do custo de vida, enquanto Paxton tentou associá-lo a valores liberais em temas como direitos das pessoas trans e segurança pública. A campanha de Talarico contou com o apoio de membros da família Bush, visando distanciar Paxton de bilionários republicanos como Elon Musk.

Em Kansas, o pastor metodista Adam Hamilton (Democrata) conquistou uma vitória histórica, sendo o primeiro democrata a vencer uma eleição para o Senado no Estado desde 1932. Com 50,9% dos votos, Hamilton superou Roger Marshall (Republicano), que obteve 46,1%. A candidatura de Hamilton se beneficiou de um descontentamento econômico generalizado e das tendências eleitorais que já indicavam uma aproximação do eleitorado local aos democratas.

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No Iowa, Josh Turek (Democrata) derrotou a congressista Ashley Hinson (Republicana) com 50,5% contra 46,4%, encerrando um ciclo de vitórias republicanas na região desde 2008. A campanha de Turek explorou os impactos econômicos das tarifas de Trump, especialmente em relação ao aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes.

No Ohio, Sherrod Brown (Democrata) garantiu sua reeleição com 49,7% dos votos, superando Jon Husted (Republicano), que ficou com 45,5%. A disputa era para completar os dois anos restantes do mandato de J.D. Vance, que se tornou vice-presidente. Brown enfatizou seu compromisso com a classe trabalhadora e criticou as políticas de Trump.

Na Carolina do Sul, a pediatra Annie Andrews (Democrata) venceu a senadora Darline Graham (Republicana) com 51,1% dos votos, marcando a primeira vitória democrata no Senado do Estado desde 1998 e a primeira vez que uma mulher ocupa essa posição. Andrews prometeu abordar questões de justiça fiscal e acesso a creches, enquanto Graham tentava se distanciar de sua imagem familiar, já que sua cadeira foi ocupada anteriormente pelo irmão, Lindsey Graham.

Roy Cooper (Democrata) também teve um desempenho notável na Carolina do Norte, vencendo Michael Whatley (Republicano) com 58,7% dos votos. Essa vitória se destaca, pois os democratas não conseguiam conquistar uma cadeira no Senado do Estado desde 2008, e a candidatura de Cooper foi alimentada pela sua experiência como ex-governador.

Finalmente, em Maine, Troy Jackson (Democrata) derrotou a senadora Susan Collins (Republicana) com 53,8% dos votos. Collins, que ocupava o cargo há quase 30 anos, não conseguiu se desvincular das críticas associadas às políticas de Trump, que afetaram a economia local.

Essas vitórias marcam uma mudança significativa na dinâmica política do Senado dos Estados Unidos e ressaltam o descontentamento de eleitores em Estados tradicionalmente republicanos.

Com informações de Poder 360.

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