Bruno Scheid pede impeachment de Moraes em ato no Amapá
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O candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Scheid (PL), participou neste domingo (13) de uma manifestação em Macapá (AP), onde cobrou a tramitação de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Durante seu discurso, Scheid dirigiu críticas diretamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), solicitando que ele coloque em pauta um pedido de impeachment contra Moraes. O candidato enfatizou que Alcolumbre deveria “pautar o impeachment” e expressou seu desejo pela saída do ministro, destacando que suas declarações refletem sua posição política e não representam uma conclusão judicial sobre a conduta de Moraes.
Scheid reforçou sua identificação com o bolsonarismo, mencionando que trabalhou próximo a Jair Bolsonaro nos últimos quatro anos e relatou um encontro com o ex-presidente na Polícia Federal, onde teria conversado sobre os apoiadores que o aguardavam do lado de fora.
Nikolas Ferreira também fez críticas a Alcolumbre durante a manifestação, que teve como um de seus principais focos a pressão política sobre o presidente do Senado, responsável por analisar os pedidos de impeachment no Senado. A escolha de Macapá para o ato é estratégica, considerando que Alcolumbre é uma das principais lideranças políticas do estado.
Além de Scheid e Ferreira, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) também participaram do evento, que se inseriu em um contexto de mobilização de grupos de direita contra decisões do STF e a demanda por mudanças na composição do Senado.
A participação de Scheid em Macapá destaca uma das bandeiras centrais de sua pré-campanha ao Senado, que é a defesa de Jair Bolsonaro e a oposição a decisões do STF. O candidato relacionou a disputa política nacional à eleição para o Senado de 2026, defendendo a formação de uma bancada de direita mais atuante a partir de 2027.
Os pedidos de impeachment contra ministros do STF precisam ser analisados pelo Senado e não resultam automaticamente na abertura de um processo de impedimento. A decisão sobre o recebimento e encaminhamento das denúncias cabe à Presidência da Casa, conforme as regras regimentais e legais. No ato, Scheid fez do impeachment de Moraes um dos principais temas de sua campanha, encerrando sua participação com uma declaração de apoio à sua saída do STF.





