Bruno Scheid participa de ato em Macapá para pressionar Davi Alcolumbre
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Neste domingo (13), o candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Scheid (PL), participa de uma manifestação em Macapá (AP), organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato visa pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A mobilização foi anunciada por Nikolas durante uma manifestação em São Paulo no feriado de 7 de setembro e ocorrerá na Praça Jaci Barata, que é a base política de Alcolumbre. O evento ocorre em um contexto de crescente pressão de grupos bolsonaristas sobre o presidente do Senado, que tem sido criticado por não avançar com os pedidos de impeachment contra Moraes.
Nikolas Ferreira destacou que o objetivo do ato é cobrar uma posição de Alcolumbre sobre os pedidos de afastamento do ministro. A manifestação se dá em meio a uma crise institucional enfrentada pelo STF, relacionada às investigações envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O plenário do STF tem uma sessão marcada para terça-feira (15) para discutir questões pertinentes ao caso.
Em relação ao seu posicionamento, Bruno Scheid afirmou que defende uma mobilização nacional em favor da liberdade e do Estado de Direito. O candidato se opõe ao que considera abusos de autoridade e propõe um combate mais rigoroso à corrupção e aos crimes de colarinho branco. Em declarações divulgadas, ele enfatizou que “o produtor não é bandido” e que “terrorista tem que estar na cadeia”, ressaltando a necessidade de medidas mais severas contra crimes envolvendo recursos públicos.
Além disso, é importante destacar que, embora a campanha de Scheid utilize o nome “Bruno Bolsonaro Scheid”, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) decidiu que ele não poderá usar “Bolsonaro” em seu nome na urna. A decisão, divulgada em 8 de setembro, manteve o registro da candidatura, mas determinou que a identificação na urna seja apenas “Bruno Scheid”. A Justiça Eleitoral entendeu que a proximidade com Jair Bolsonaro não justificava a inclusão do sobrenome na urna.
A participação de Bruno Scheid no ato em Macapá faz parte de uma estratégia para mobilizar apoio em torno das pautas bolsonaristas, especialmente em um momento de intensificação das críticas de grupos de direita ao STF e demanda por uma maior atuação do Senado na análise de pedidos de impeachment de ministros da Corte. A expectativa é que a manifestação reúna discursos focados em Moraes, no STF, nas funções do Senado e na atuação da oposição nas eleições de 2026.





