Angeliquinha, líder do CV, é presa na Bolívia após fugir de prisão
Foto: Giovanna Sfalsin / Metrópoles
por Redação Rondônia Hoje
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A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) prendeu, na terça-feira (22/9), Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ela é considerada uma das líderes do Comando Vermelho (CV) no extremo norte do estado e estava foragida desde agosto de 2025, após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em 17 de agosto daquele ano.
A prisão foi resultado de uma ação conjunta entre a PCMT e a Polícia Boliviana. Durante o período em que ficou foragida, Angeliquinha postou vídeos nas redes sociais, onde aparecia celebrando e consumindo bebidas alcoólicas em outro país. Em uma das gravações, ela exibia uma adega repleta de garrafas de whisky, como Old Parr e Chivas.
Com seis mandados de prisão em aberto, Angeliquinha acumula mais de 260 anos de condenação por diversos crimes, incluindo homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa. Em março de 2025, foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão por ter ordenado a execução de quatro trabalhadores da construção civil, que foram confundidos com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival.
As investigações revelaram que Angeliquinha exercia forte influência em atividades criminosas na região de Alta Floresta, conhecida como “Portal da Amazônia”, envolvendo tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos ilegais. Em março de 2026, a PCMT deflagrou a Operação Showdown, visando desarticular o núcleo familiar ligado à criminosa, que apoiava suas atividades e ajudava na lavagem de dinheiro.
A operação resultou em 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, além de sequestros de veículos e imóveis. As investigações apontaram que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em um período de aproximadamente um ano e sete meses.







