A Pele Morta estreia no Festival de Brasília e celebra diversidade latino-americana
Foto: Adriana Arcoverde / Metropoles Entretenimento
por Redação Rondônia Hoje
Publicado em
O filme A Pele Morta estreou na abertura do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, destacando a diversidade cultural da América Latina. Idealizado em 2014 pelo cineasta Geraldo Moraes, a produção finalmente chega às telas, após um longo percurso que envolveu a dedicação de sua família e uma equipe multicultural.
A trama é inspirada na história do Brô MCs, o primeiro grupo de rappers indígenas do Brasil, e conta com um elenco que inclui o ator e cantor guarani-kaiowá Luan Iturve, o uruguaio César Troncoso e a paraguaia Ivana Gomez. O filme é falado em português, espanhol e guarani, refletindo a pluralidade das culturas que permeiam a região da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Luan Iturve expressou seu entusiasmo com a diversidade linguística da produção, ressaltando que essa pluralidade foi uma força, não um obstáculo. Ele mencionou que o guarani é parte de sua identidade, tanto como artista quanto como indígena, e que o filme é um “encontro de fronteiras” que promove laços afetivos.
A Pele Morta foi concluído em 2018, sob a direção de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, filhos de Geraldo. Denise destacou a persistência da mãe, Solange Moraes, em manter o projeto vivo, mesmo após a morte do pai. “É um filme sobre resistência”, afirmou, ressaltando a reflexão política que a obra traz sobre a América Latina.
Bruno Fatumbi Torres também enfatizou a importância do Cine Brasília, onde o filme estreou, definindo o espaço como um “templo” do cinema. Ele relembrou a conexão histórica da família com o festival, que, segundo ele, é o local ideal para a exibição de um filme que carrega o legado de seu pai.
Denise complementou, afirmando que a estreia representa não apenas um marco pessoal para a família, mas também um reconhecimento das políticas públicas que apoiam a produção audiovisual no Distrito Federal, essenciais para contar suas histórias e fazer cinema.
Com informações de Metropoles Entretenimento.





