TSE suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro e Gaspar a escândalos
Foto: Brasil (cnnbrasil.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu suspender neste sábado (10) as propagandas da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associam Flávio Bolsonaro (PL) e o vice de sua chapa, Alfredo Gaspar (PL), a escândalos.
As propagandas mencionavam investigações sobre Flávio Bolsonaro relacionadas a corrupção e lavagem de dinheiro no caso Master, e um pedido de investigação contra Gaspar por estupro de vulnerável. Para justificar sua decisão, Nunes Marques invocou o inciso 9º do artigo 242 da Lei Eleitoral, que proíbe a calúnia, difamação ou injúria contra pessoas e entidades públicas.
Além disso, o magistrado citou precedentes do TSE sobre a suspensão de propagandas que associam membros do Senado a casos de corrupção envolvendo o Banco Master e outros. A investigação sobre Gaspar foi relatada no TSE por André Mendonça, que argumentou que as acusações, embora sérias, não eram suficientes para embasar o modo como foram apresentadas na propaganda.

As alegações contra Flávio Bolsonaro surgiram em maio, quando mensagens vazadas indicaram uma negociação de repasse de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos revelam que cerca de US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram pagos em várias transferências para financiar um projeto que, segundo reportagem do Intercept Brasil, seria um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora do filme, entretanto, negou ter recebido recursos do Banco Master.
Em relação a Alfredo Gaspar, as suspeitas de estupro foram levantadas durante uma sessão da CPMI do INSS, em 28 de março, quando o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) fizeram a acusação. Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes arquivou a acusação, acatando um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou falta de provas e contradições nos depoimentos.
Com informações de Brasil.








