Teoria sobre discrepâncias na votação do 2º turno é contestada
Foto: Poder 360 (poder360.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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Vídeos que circulam nas redes sociais levantam questionamentos sobre os resultados do 2º turno das eleições presidenciais de 2026, especialmente em relação ao crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A discussão ganhou destaque após o empresário Elon Musk compartilhar um post na plataforma X, onde afirmou que a “matemática não fecha” ao examinar os números das eleições brasileiras.
Um dos vídeos apresenta uma conta que sugere que Lula recebeu 10.376.694 votos a mais no 2º turno, enquanto Flávio Bolsonaro teria conquistado 3.721.538 votos a mais. O autor do vídeo argumenta que, para que Lula atingisse esse número, precisaria ter recebido todos os 4.781.485 votos que foram brancos, nulos ou de abstenções no 1º turno, além de 60% dos votos da 3ª via. Ele conclui, assim como Musk, que “a matemática não fecha”.
Entretanto, essa análise é considerada imprecisa por dois motivos principais. Primeiro, ela ignora a dinâmica de migração de votos, ou seja, o fato de que eleitores podem mudar de opinião ou até mesmo decidir não votar. Em segundo lugar, assume que todos os eleitores que votaram em Lula ou Flávio no 1º turno repetiram seus votos no 2º.

Além disso, não é possível afirmar com certeza que todos os votos adicionais de Lula e Flávio vieram exclusivamente da 3ª via ou de eleitores que anularam, votaram em branco ou não compareceram no 1º turno. É plausível que uma parte dos eleitores de Flávio Bolsonaro na primeira rodada da disputa tenha optado por não votar no 2º turno ou mesmo mudado seu voto para Lula.
Embora os números permitam calcular o crescimento líquido de cada candidatura, eles não revelam a origem individual dos votos. O eleitorado brasileiro é vasto e diversificado, com 158.745.463 pessoas aptas a votar nesta eleição.
Como destacou o Poder360 no dia do 2º turno, uma virada de Lula era matematicamente difícil, mas não impossível. O ex-presidente precisava desmobilizar os eleitores de seu adversário, reduzir a abstenção e converter uma parte significativa dos votos dos candidatos que não avançaram para o 2º turno. Esses objetivos foram alcançados durante a corrida eleitoral.
Infográficos e análises adicionais ajudam a entender como se deu a virada de Lula nas urnas, destacando o aumento de votos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, além do desempenho em regiões nordestinas onde a participação foi alta.
Com informações de Poder 360.








