Servidores pedem investigação da PF após ataque hacker à Ancine
Foto: Adriana Arcoverde / Metropoles Entretenimento
por Redação Rondônia Hoje
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O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) e a Associação das Servidoras e dos Servidores Públicos da Ancine (Aspac) exigem que a Polícia Federal (PF) inicie uma investigação sobre o ataque hacker que comprometeu o site da Agência Nacional de Cinema (Ancine) na última segunda-feira, 12 de outubro.
De acordo com uma nota de repúdio das entidades, o ataque representa uma violação direta das funções de fiscalização da Ancine. O invasor alterou o endereço do Sistema Ancine Digital, amplamente utilizado por servidores e profissionais do setor audiovisual, redirecionando os usuários para uma página que exibia uma imagem do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e mensagens de ódio direcionadas a nordestinos e universidades públicas.
“O ataque deixou o SAD fora do ar por aproximadamente 48 horas, prejudicando atividades essenciais da agência e o atendimento ao público externo”, afirmam os servidores em comunicado. Eles classificam o episódio como uma agressão à Ancine, seus servidores e à sociedade brasileira, ressaltando que a ação reflete preconceito contra a diversidade regional e instituições democráticas.
O Sinagências e a Aspac manifestam solidariedade aos grupos afetados e pedem à PF uma investigação rigorosa, que leve à identificação e responsabilização dos autores do ataque, além de esclarecimentos sobre a segurança dos sistemas da agência e a proteção de dados.
A Ancine, em sua resposta ao ataque, descreveu o incidente como uma “pichação virtual”, alegando que não houve impacto no sistema ou violação de dados. A agência também se comprometeu a tomar as medidas necessárias para apurar o ocorrido e a garantir a segurança da informação e a continuidade de seus serviços.
O Sistema Ancine Digital é crucial para a operação da agência, sendo utilizado diariamente nas áreas de registro, fiscalização e fomento, e contém informações sobre empresas e projetos audiovisuais. A Aspac também recebeu relatos de usuários que enfrentaram dificuldades para acessar o sistema, especialmente em situações urgentes relacionadas à fiscalização.
O ataque ocorre em um momento crítico para a Ancine, que enfrenta desafios significativos, incluindo o Projeto de Lei 994/2026, que propõe sua extinção, um movimento apoiado por setores da extrema direita que buscam o enfraquecimento de instituições públicas. O trabalho da Ancine no setor audiovisual é reconhecido por sua contribuição significativa à economia, movimentando R$ 81,1 bilhões em 2025.
As duas entidades reafirmam seu compromisso com a defesa da Ancine e de sua missão institucional de regular e fiscalizar o mercado audiovisual brasileiro, destacando a importância de políticas públicas que garantam a continuidade e a autonomia da agência.
Com informações de Metropoles Entretenimento.








