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OAB propõe 14 medidas para modernizar o Judiciário brasileiro

Reforma do Judiciário: modernizar para fortalecer a Justiça brasileira

Foto: Jornal Rondoniagora / Rondonia Agora

por Redação Rondônia Hoje

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um conjunto de 14 propostas voltadas para a reforma do Poder Judiciário. O objetivo é modernizar as instituições e aprimorar a prestação jurisdicional no Brasil, promovendo uma Justiça mais transparente, eficiente e acessível às demandas sociais contemporâneas.

A última grande reforma do Judiciário ocorreu em 2004, com a Emenda Constitucional nº 45, que estabeleceu a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Desde então, o Brasil passou por profundas transformações sociais e tecnológicas, enquanto o sistema judiciário ainda enfrenta desafios, como a morosidade processual e a falta de confiança da população nas instituições.

As propostas da OAB visam não apenas responder a crises pontuais, mas também aperfeiçoar o funcionamento institucional do Judiciário. Entre as sugestões estão a definição de mandatos para os ministros dos tribunais superiores, a melhoria nos procedimentos de indicação e sabatina, além da promoção de critérios de diversidade e representatividade nos cargos.

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Outro ponto importante é a eficiência na primeira instância, onde os cidadãos sentem diretamente as dificuldades do sistema. A lentidão na tramitação de processos e o acúmulo de demandas prejudicam o acesso à Justiça. Portanto, a reforma precisa focar em melhorar a gestão e fortalecer as unidades judiciais, buscando reduzir a morosidade sem comprometer a qualidade das decisões.

A OAB também ressalta a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle institucional e ampliar a transparência, além de discutir os limites do foro por prerrogativa de função. É fundamental que a responsabilização ocorra de maneira justa, sem privilégios indevidos.

A modernização do Judiciário deve incluir a incorporação responsável de novas tecnologias, como a inteligência artificial, que pode ajudar na organização de processos e na agilidade de tarefas. No entanto, seu uso deve ser supervisionado e transparente, garantindo que a responsabilidade dos julgadores e os direitos fundamentais sejam respeitados.

Por fim, a reforma do Judiciário deve ser um processo que aproxime as instituições da população, ampliando o acesso aos serviços judiciais e reduzindo desigualdades. A condução dessas mudanças exige diálogo entre os Poderes e a sociedade, priorizando a ética, a responsabilidade pública e a independência judicial como pilares da democracia.

O Brasil está diante da oportunidade de construir um Judiciário mais moderno e confiável, um passo crucial para fortalecer a democracia e garantir a proteção dos direitos da sociedade.

Com informações de Rondonia Agora.

Classificação Indicativa: Livre

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