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México avança em proibição de dupla cidadania para presidentes

México vai proibir presidentes de terem dupla cidadania

Foto: Brasil (cnnbrasil.com.br)

por Redação Rondônia Hoje

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O México está em processo de aprovar uma reforma constitucional que exigirá que os candidatos à presidência renunciem a qualquer outra cidadania. A proposta, que também se aplicará a governadores estaduais e ao prefeito da Cidade do México, já foi aprovada pela maioria das 32 legislaturas estaduais, contando com o apoio do partido governista Morena e sua coalizão. A medida agora aguarda a formalização da “declaração de constitucionalidade” antes de ser publicada no diário oficial do país.

A presidente Claudia Sheinbaum defendeu a iniciativa como uma proteção contra interferências estrangeiras, afirmando que “os presidentes do México só podem ter uma bandeira, uma pátria e um povo para defender”. Entretanto, críticos alertam que a reforma poderá criar barreiras para políticos com dupla cidadania e dificultar a sucessão de líderes dentro do próprio partido, onde muitos têm passaportes estrangeiros.

Atualmente, a Constituição mexicana não proíbe explicitamente que presidentes e governadores tenham dupla cidadania. Em contraste, países como Cuba, Nicarágua e Venezuela já estabelecem essa restrição. Embora os Estados Unidos permitam a dupla nacionalidade para seus presidentes, a questão tem sido politicamente delicada, como demonstrado pelo caso de Ted Cruz, que renunciou à cidadania canadense antes de sua candidatura presidencial em 2016.

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Sheinbaum e seu governo afirmam que a proposta visa reforçar a soberania nacional, especialmente em um contexto de crescente pressão do governo dos Estados Unidos. Críticos, no entanto, questionam a urgência da aprovação e levantam suspeitas sobre as verdadeiras intenções políticas da medida, especialmente com as eleições presidenciais de 2030 se aproximando. A nova exigência entraria em vigor para candidatos a partir de 2028, não afetando os atuais governadores ou candidatos às eleições legislativas de 2027.

Ricardo Salinas, um bilionário mexicano e crítico do governo, se manifestou contra o projeto, sugerindo que a reforma foi criada para barrar sua possível candidatura. Ele expressou sua indignação em redes sociais, questionando se o governo estaria disposto a prejudicar milhões de mexicanos que migraram para o norte apenas para evitar que uma pessoa que eles temem chegue à presidência.

Por outro lado, Larry Rubin, presidente da American Society of Mexico e detentor de cidadania americana e mexicana, também condenou a medida, afirmando que ter dupla nacionalidade não diminui a mexicanidade de ninguém. O embaixador mexicano nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, esclareceu que a proposta não trata da dupla cidadania em si, mas sim de endurecer as exigências para os cargos políticos mais altos, destacando que maiores responsabilidades implicam obrigações mais significativas para com o país.

Com informações de Brasil.

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