Médica assassinada é sepultada sob forte comoção após cortejo por Brasiléia e Hospital Raimundo Chaar
Foto: Alexandre Lima / O Alto Acre
por Redação Rondônia Hoje
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Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, recebeu homenagens de familiares, amigos e colegas de profissão; cortejo percorreu locais que fizeram parte de sua trajetória antes do sepultamento no cemitério de Brasiléia.
A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros na noite da última segunda-feira (2), foi sepultada no final da tarde desta quarta-feira (4), no cemitério municipal São João Batista, em Brasiléia. O último adeus foi marcado por homenagens, manifestações de carinho e muita comoção.

O corpo foi velado na Igreja Batista de Brasiléia, onde familiares, amigos, colegas de profissão e moradores da região compareceram para prestar as últimas homenagens e oferecer apoio à família. Durante a despedida, o sentimento de tristeza também foi acompanhado por manifestações de indignação diante da violência que tirou a vida da médica.
Por volta das 17h30, o cortejo fúnebre saiu da igreja com apoio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e do Corpo de Bombeiros. O primeiro destino foi o Hospital Raimundo Chaar, unidade onde Elyne trabalhava e construiu parte de sua trajetória profissional.

No hospital, familiares e colegas prestaram homenagens à médica, relembrando sua dedicação à profissão e o vínculo que mantinha com a equipe de saúde.
Durante a passagem do cortejo, a soltura de balões brancos e a queima de fogos marcaram uma manifestação em defesa da vida das mulheres e contra o feminicídio. Em seguida, o cortejo percorreu ruas da região até chegar ao cemitério São João Batista, onde ocorreu o sepultamento.

Durante a despedida, Gilson Barra, que é policial militar da reserva e tio de Elyne, falou sobre o carinho que a população tinha pela sobrinha e destacou o amor dela pela medicina. Em entrevista, também fez um desabafo e manifestou indignação com o que considera falhas da Justiça diante da situação que antecedeu o assassinato.

A morte da médica provocou grande repercussão em Brasiléia e a nível nacional, mobilizando manifestações de pesar e cobranças por justiça.
Veja abaixo os vídeos e a entrevista com Marcus José.
Texto de Alexandre Lima, publicado originalmente em O Alto Acre.









