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Política

Lula classifica ações de Netanyahu em Gaza como genocídio na ONU

Na ONU, Lula chama de genocídio ação de Netanyahu em Gaza

Foto: Lara Brito / Poder 360

por Redação Rondônia Hoje

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York na terça-feira, 22 de setembro de 2026, qualificou as ações do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Faixa de Gaza como “genocídio”. Lula foi enfático ao afirmar que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma” resultantes do conflito.

Netanyahu foi o único chefe de governo mencionado nominalmente por Lula, que criticou não apenas a atuação israelense, mas também os ataques do Hamas, afirmando que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”.

O presidente brasileiro também se posicionou contra a perseguição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e seus integrantes, argumentando que essa postura incentiva a impunidade de crimes. Em defesa da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese, Lula disse que “ela não pode ser silenciada por dizer a verdade”.

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Lula ressaltou que os assentamentos israelenses na Cisjordânia tornam a solução de dois Estados cada vez menos viável, considerando-a essencial para a convivência pacífica entre israelenses e palestinos. Ele também mencionou a guerra no Oriente Médio ao abordar o estreito de Ormuz, afirmando que a região se transformou em uma “trincheira da guerra”, embora devesse ser uma passagem comercial importante.

O presidente criticou a eficácia da ONU em lidar com conflitos armados, declarando que este é o “momento mais crítico” para a organização desde que ocupou a tribuna pela primeira vez em 2003. Segundo Lula, a ONU está falhando em sua missão de “livrar a humanidade do flagelo da guerra”, e sua credibilidade “nunca esteve tão baixa”.

Em um momento de seu discurso, o presidente fez referências indiretas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao discutir a relação do Brasil com Washington e a segurança regional. Ele destacou que, embora a proximidade com “a maior potência militar do mundo” seja inevitável, o Brasil não aceita relações de subordinação, afirmando que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Por fim, ao tratar do crime organizado, Lula rejeitou a presença de forças militares estrangeiras em águas brasileiras, defendendo que a solução deve passar pela cooperação para conter o fluxo de armas e dinheiro que alimentam o crime. Essas observações foram feitas antes de Trump discursar na Assembleia Geral.

Com informações de Poder 360.

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