Investigação sobre Dark Horse reacende debate sobre financiamento cultural
Foto: NewsRondonia (newsrondonia.com.br)
por Redação Rondônia Hoje
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A investigação em curso sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, trouxe à tona questões relacionadas à política de financiamento cultural no Brasil. A Polícia Federal (PF) está apurando repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção do longa-metragem, enquanto a Operação Make Up investiga possíveis desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares e conexões com empresas ligadas à produção.
De acordo com informações divulgadas durante as investigações, sete remessas totalizando US$ 12,33 milhões foram identificadas entre a empresa Entre Investimentos e o Havengate Development Fund LP, uma estrutura financeira situada nos Estados Unidos. O senador Flávio Bolsonaro também está sob investigação por sua atuação nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme, em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vale ressaltar que as apurações em andamento não implicam necessariamente em condenações. Os indivíduos envolvidos negam qualquer irregularidade, e a origem dos recursos segue sendo analisada.
O que a PF está investigando?
A Polícia Federal abriu várias frentes de investigação relacionadas ao filme e às pessoas envolvidas em sua produção. Documentos encaminhados ao STF indicam que Flávio Bolsonaro teria atuado como intermediário de Vorcaro nas negociações sobre os aportes financeiros. A investigação visa esclarecer a origem, a movimentação e a destinação dos recursos destinados à produção do filme, além de examinar a participação de outras pessoas ligadas ao projeto.
A Operação Make Up, deflagrada em 10 de setembro de 2026, com apoio da Controladoria-Geral da União, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As apurações buscam identificar possíveis desvios de recursos públicos e investigam crimes como peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.
Dark Horse e a Lei Rouanet
Não há indícios de que os US$ 12,33 milhões investigados pela PF sejam recursos provenientes da Lei Rouanet. Essa legislação estabelece regras específicas para o incentivo fiscal à cultura, permitindo que pessoas físicas e jurídicas direcionem parte do Imposto de Renda a projetos culturais. Embora a Lei Rouanet contemple a produção audiovisual, não significa que qualquer longa-metragem possa se beneficiar automaticamente desse mecanismo.
Uma reportagem do Metrópoles revelou que uma empresa ligada a Karina Gama, produtora do filme, havia recebido autorização da Ancine para captar R$ 5 milhões por meio da Lei do Audiovisual em um projeto distinto, diferindo do financiamento investigado relacionado a “Dark Horse”.
Repercussão e questionamentos
O caso “Dark Horse” reacende debates sobre a Lei Rouanet, que tem sido alvo de críticas nos últimos anos. Embora o financiamento privado investigado no filme e a Lei Rouanet sejam estruturas diferentes, ambos levantam questões sobre a identificação da origem dos recursos e a movimentação financeira.
A Polícia Federal enfatiza que as investigações são baseadas em suspeitas e que o avançar das apurações determinará se houve irregularidades e quem seriam os responsáveis.
Próximos passos da investigação
As apurações sobre o financiamento de “Dark Horse” continuam. No STF, investigações envolvendo Flávio Bolsonaro buscam esclarecer seu papel nas negociações financeiras e o destino dos recursos. Simultaneamente, a Operação Make Up prossegue com a investigação de possíveis desvios de recursos de emendas parlamentares e suas conexões com a produção do filme.
Enquanto as apurações não são concluídas e não há decisões definitivas, os envolvidos continuam na condição de investigados, sem que isso signifique condenação.
Com informações de NewsRondonia.





